Venezuela convida exilados a retornar após Lei de Anistia, mas alerta para sabotagem
Venezuela convida exilados após Lei de Anistia

Venezuela convida exilados a retornar após Lei de Anistia, mas alerta para sabotagem

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, que o país está de braços "abertos" para receber os venezuelanos exilados sob a nova Lei de Anistia para a Convivência Democrática. Em pronunciamento televisionado, Rodríguez enfatizou: "Digo-vos: as portas da Venezuela, os braços do povo venezuelano, estão abertos para aqueles que desejam retornar neste processo de cura do ódio".

Contexto da crise e números do exílio

Estima-se que aproximadamente sete milhões de venezuelanos tenham fugido do país devido à crise política e econômica que assola a nação, incluindo diversas figuras proeminentes da oposição. Este êxodo massivo representa um dos maiores deslocamentos populacionais da história recente da América Latina, com impactos profundos na demografia e na economia venezuelana.

Libertação de presos políticos

Na segunda-feira, ao menos 34 presos políticos deixaram o presídio de El Rodeo I, localizado nos arredores de Caracas, beneficiados pela aplicação da nova lei. A legislação foi sancionada na última quinta-feira pelo Parlamento venezuelano e promulgada pela presidente interina. Nos últimos dias, 17 pessoas classificadas pela oposição como presas por motivos políticos também foram libertadas, conforme informações do comitê de direitos humanos do movimento Vente Venezuela, ligado à líder opositora María Corina Machado.

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Detalhes da legislação e processo de implementação

A Lei de Anistia foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Nacional após semanas de intensas negociações políticas. O texto legal prevê a libertação de centenas de detidos por motivos políticos ao longo dos últimos 27 anos de governo chavista. No entanto, sua aplicação está sendo realizada de forma gradual e depende de pedidos judiciais específicos para cada caso, visando garantir a legalidade e a transparência do processo.

Delcy Rodríguez afirmou que a medida busca construir "uma Venezuela mais democrática, justa e livre". Ela também expressou gratidão pelas "manifestações genuínas de apoio" à lei de anistia, mas fez duras acusações contra "alguns setores" que, segundo ela, não estariam "fazendo a leitura correta do que está ocorrendo no país".

Alerta sobre tentativas de sabotagem

Em seu pronunciamento, Rodríguez alertou sobre planos de sabotagem ao processo de paz: "Eles já têm planos e, no devido momento, vou revelá-los ao país para que se saiba quem, de um hotel luxuoso nos Estados Unidos ou na Europa, pretende sabotar este processo, pretende atrapalhar o caminho da tranquilidade e da paz na Venezuela". Esta declaração reflete as tensões políticas persistentes no cenário venezuelano, mesmo com os avanços representados pela anistia.

A presidente interina assumiu o cargo após a captura de Nicolás Maduro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos em 3 de janeiro, marcando uma nova fase na política interna da Venezuela. A Lei de Anistia surge como um esforço para reconciliar divisões históricas e promover a estabilidade, embora desafios significativos permaneçam no horizonte.

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