EUA consideram operação militar na Ilha de Kharg para pressionar reabertura do Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos estão analisando planos para ocupar ou bloquear a Ilha de Kharg, localizada no Irã, com o objetivo estratégico de forçar a reabertura do Estreito de Ormuz, conforme revelado pelo portal de notícias americano Axios. Esta ilha, com apenas 20 km², é fundamental para a economia iraniana, sendo responsável por aproximadamente 90% das exportações de petróleo do país, abastecida por oleodutos provenientes de campos marítimos próximos.
Riscos estratégicos e dependência econômica
A dependência do Irã da receita proveniente de combustíveis fósseis torna a Ilha de Kharg um ativo de extrema importância. Qualquer tentativa de tomada por forças americanas enfrentaria uma resistência feroz, com riscos significativos de exposição a ataques com drones e foguetes iranianos em um espaço geográfico reduzido. Isso poderia elevar substancialmente as baixas americanas, atualmente limitadas a 13, e embute o perigo de um novo choque no mercado de energia global, além de uma ocupação sem prazo definido para término.
O presidente Donald Trump declarou anteriormente que não desejava envolver tropas terrestres no conflito que abala o Oriente Médio há três semanas, mas não descartou completamente essa possibilidade. Recentemente, o Pentágono enviou cerca de 2.200 fuzileiros navais para a região, seguindo uma ordem de Trump para atacar instalações militares em Kharg na semana passada.
Escalada do conflito no Oriente Médio
A guerra não mostra sinais de arrefecimento, com uma série de ataques ocorrendo em toda a região:
- Um ataque de drone iraniano atingiu uma refinaria no Kuwait, capaz de processar cerca de 730 mil barris de petróleo por dia.
- Estados Unidos e Israel atacaram 16 navios de carga iranianos em cidades portuárias do Golfo.
- Fortes explosões foram registradas em Dubai, onde defesas aéreas interceptaram foguetes durante as celebrações do Eid al-Fitr.
- Israel atacou posições do governo sírio, em meio a sugestões de uso de forças curdas para desarmar o Hezbollah no Líbano, onde combates já deixaram mais de mil mortos.
O Irã intensificou seus ataques a instalações de energia nos estados árabes do Golfo após Israel bombardear, na quarta-feira, seu campo de gás natural South Pars, que fornece cerca de 80% da energia do país. Esta espiral de violência ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo e gás, com alertas crescentes sobre um possível choque econômico global.



