Trump nega pressão por acordo com Irã, mas promete negociação rápida em meio a tensões
Trump nega pressão por acordo com Irã e promete negociação rápida

Trump rejeita pressão por acordo com Irã e promete avanço rápido

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, dia 20 de abril de 2026, que não está sob qualquer tipo de pressão para fechar um acordo com o Irã, mas garantiu que as negociações devem progredir de maneira "relativamente rápida". Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump atacou veementemente a imprensa, classificando como "fake news" as informações de que estaria sendo pressionado. "Li na imprensa fake news que estou sob 'pressão' para fazer um acordo. ISSO NÃO É VERDADE! Não estou sob pressão alguma, embora tudo vá acontecer relativamente rápido", declarou o mandatário norte-americano.

Novo acordo promete superar o JCPOA

Na mesma publicação, Trump destacou que o novo acordo em discussão será "muito melhor" do que o JCPOA, conhecido como acordo nuclear iraniano, firmado durante os governos de Barack Obama e Joe Biden. Ele criticou duramente o acordo anterior, descrevendo-o como "um dos piores acordos já feitos no que diz respeito à segurança do nosso país". Segundo Trump, o JCPOA representava um "caminho garantido para uma arma nuclear", situação que ele garante não se repetirá com o atual entendimento em negociação.

Incidente naval aumenta tensões antes do prazo do cessar-fogo

As declarações do presidente norte-americano ocorrem em um momento de elevada incerteza sobre as negociações entre Irã e Estados Unidos, originalmente agendadas para esta segunda-feira no Paquistão. No domingo, dia 19 de abril, um navio cargueiro iraniano foi interceptado e atacado pelo bloqueio naval dos EUA no Golfo de Omã, colocando em risco o frágil cessar-fogo entre as nações. O Comando Central do Exército dos Estados Unidos divulgou um vídeo mostrando militares entrando no navio Touska após uma operação que incluiu rapel de helicóptero. Trump justificou a ação afirmando que a embarcação tentou furar o bloqueio naval e foi atingida após desobedecer a uma ordem de parada.

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O Irã respondeu ao ataque classificando-o como uma violação do cessar-fogo e prometeu uma resposta aos Estados Unidos. Teerã também destacou que a suspensão do bloqueio naval americano é uma condição prévia para qualquer conversação, aumentando ainda mais as tensões a poucos dias do prazo para o fim do cessar-fogo, marcado para quarta-feira, dia 22 de abril.

Irã não confirma participação nas negociações

Enquanto Trump expressava otimismo sobre um possível acordo a ser assinado ainda nesta segunda-feira no Paquistão, o Ministério das Relações Exteriores do Irã adotou um tom mais cauteloso. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai, afirmou durante uma entrevista coletiva que nenhuma decisão foi tomada sobre a participação do país na próxima rodada de negociações. "Neste momento, enquanto falo, não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a respeito", declarou Baqai, acusando Washington de não levar o diálogo a sério.

Delegação americana viaja ao Paquistão sob ameaças

No domingo, Trump anunciou que uma delegação americana, chefiada pelo vice-presidente JD Vance e incluindo o enviado especial Steve Witkoff e o genro Jared Kushner, viajaria ao Paquistão para reativar as negociações. No entanto, o presidente norte-americano também emitiu uma ameaça direta, afirmando que destruiria "todas as usinas elétricas e todas as pontes do Irã" se as conversas fracassassem. Em entrevista à Bloomberg, Trump afirmou que é "altamente improvável" que estenda o cessar-fogo de duas semanas se um acordo não for alcançado antes do seu término.

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Estreito de Ormuz permanece como ponto crítico

O principal ponto de atrito entre as duas nações continua sendo o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Na sexta-feira, dia 17 de abril, o Irã anunciou a reabertura total da rota, mas voltou atrás no sábado, afirmando ter fechado a via devido ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. No mesmo dia, a Guarda Revolucionária do Irã atirou contra dois petroleiros indianos que transitavam pela região, ação criticada por Trump nas redes sociais como uma "violação total do nosso acordo de cessar-fogo".

O presidente dos EUA reafirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá bloqueado até que um acordo final seja alcançado, mantendo a pressão sobre o Irã em um momento crucial das relações internacionais. As expectativas sobre as negociações são grandes, dada a escalada de tensões e a proximidade do prazo para o fim do cessar-fogo, com o mundo atento aos desdobramentos no Paquistão e nas águas do Golfo de Omã.