Neste sábado (3), o mundo acompanhou uma dramática mudança no cenário político da América Latina. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a captura do mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, por forças americanas. A operação militar, que incluiu ataques a pontos estratégicos em Caracas, culminou com a detenção de Maduro e de sua esposa, que foram transportados para um navio de guerra dos EUA no Caribe.
Detalhes da Operação e Declarações de Trump
Em entrevista à Fox News, Donald Trump revelou os bastidores da ação. Ele afirmou que acompanhou ao vivo a captura através de transmissões dos agentes em Caracas, comparando a cena a um programa de televisão. Segundo o presidente norte-americano, o ataque estava originalmente agendado para ocorrer quatro dias antes, mas foi adiado devido a condições climáticas desfavoráveis.
Maduro e sua esposa foram detidos em Caracas e levados de helicóptero até o navio de guerra Iwo Jima, um porta-aviões de assalto anfíbio da classe Wasp que está posicionado no Caribe desde o final do ano passado. Trump também revelou que conversou com Maduro uma semana antes da ação, numa tentativa de negociar uma saída pacífica do poder, proposta que foi recusada pelo líder venezuelano.
Futuro da Venezuela e Interesses Petrolíferos
Questionado sobre os próximos passos, Trump foi claro ao afirmar que os Estados Unidos passarão a ter um forte envolvimento com o setor petrolífero venezuelano, embora não tenha detalhado a forma como isso acontecerá. Ele acrescentou que a China, aliada tradicional de Caracas, continuará recebendo petróleo da Venezuela.
Sobre o futuro político do país, Trump disse que ainda está avaliando as opções. Quando perguntado sobre a possibilidade de a líder opositora María Corina Machado assumir o poder com apoio americano, o presidente não se comprometeu, citando também a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que atualmente desconhece o paradeiro de Maduro e exige uma prova de vida do casal.
Ataque em Caracas e Reação Venezuelana
A operação militar foi sentida pela população da capital venezuelana na madrugada de sábado. De acordo com a Associated Press, ao menos sete explosões foram registradas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Moradores relataram tremores, ruídos de aeronaves, correria nas ruas e falta de energia em áreas próximas à base aérea de La Carlota.
O governo venezuelano respondeu rapidamente, declarando que o país estava sob ataque e decretando estado de comoção exterior. Em comunicado oficial, Caracas acusou os Estados Unidos de tentar promover uma mudança de regime para controlar recursos estratégicos, como petróleo e minerais.
Cenário de Pressão Internacional
A captura de Maduro é o ápice de meses de intensa pressão norte-americana. A partir de agosto, a recompensa por informações que levassem à sua prisão foi elevada para US$ 50 milhões, e a presença militar dos EUA no Caribe foi ampliada. Inicialmente, Washington justificava a movimentação pelo combate ao narcotráfico, mas autoridades passaram a indicar abertamente o objetivo de derrubar o governo Maduro.
Em novembro, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusaram Maduro de liderar o grupo. Nas últimas semanas, a tensão aumentou com a apreensão de navios petroleiros venezuelanos e a determinação de bloqueios a embarcações sob sanções.
A ação militar já recebeu críticas internacionais. O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva classificou os bombardeios dos EUA à Venezuela como algo que 'ultrapassa uma linha inaceitável', refletindo a preocupação com a escalada da intervenção estrangeira na região.