O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu um verdadeiro balde de água fria naqueles que sonham com a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o escândalo do Banco Master. Nos últimos dias, a pressão aumentou por conta de novos desdobramentos do caso, que envolvem até mesmo o pré-candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Declarações de Motta sobre o regimento
Em declaração recente, Motta afirmou que dará tratamento regimental ao pedido de instalação da CPI. Isso indica que o requerimento não será passado na frente de outras solicitações da mesma natureza. “Nós vamos dar um tratamento regimental a essa situação”, disse o presidente. “Vamos cumprir o regimento da Câmara, que vai nortear a decisão do presidente”, acrescentou.
Com essa postura, Motta teria que analisar outros 15 pedidos de CPI antes de examinar o requerimento de criação da CPI do Master. Nos bastidores, aliados avaliam que esse encaminhamento reflete a pouca disposição do Legislativo em instalar uma comissão a cinco meses da eleição, mergulhando em “um assunto tão delicado e polêmico”.
Falta de interesse político
De acordo com interlocutores do chefe do Legislativo, ninguém tem interesse político em um colegiado desse tipo, especialmente neste momento eleitoral. A avaliação é de que a CPI do Master não traria benefícios políticos e poderia gerar desgastes desnecessários.
Portanto, a expectativa de uma investigação aprofundada sobre o Banco Master fica cada vez mais distante, ao menos no curto prazo. O cumprimento da fila regimental e a conjuntura política indicam que a CPI não deve sair do papel tão cedo.



