Piloto da Polícia Civil do Rio morre após infecção decorrente de tiro de fuzil na testa
Piloto da Polícia Civil do Rio morre após infecção por tiro de fuzil

O comandante e piloto da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Monteiro Marques, faleceu neste domingo, 17, aos 45 anos, vítima de complicações decorrentes de um ferimento a bala sofrido durante uma operação policial. Ele foi atingido por um tiro de fuzil na testa em março de 2025, no bairro de Bangu, zona oeste da capital fluminense.

O atentado e a luta pela recuperação

No dia 20 de março de 2025, Felipe pilotava um helicóptero da Polícia Civil que dava apoio a uma operação na Vila Aliança. A aeronave foi alvo de tiros de fuzil disparados por criminosos. Um dos projéteis atingiu a testa do comandante. O copiloto conseguiu realizar um pouso de emergência em segurança, e Felipe foi imediatamente socorrido.

Desde então, ele passou por diversas cirurgias e, apesar de ter sobrevivido ao ferimento inicial, ficou com sequelas graves. Perdeu a fala e estava em processo de reabilitação para recuperar os movimentos das pernas. Sua esposa, Keidna Marques, compartilhava nas redes sociais os detalhes de sua recuperação e o cotidiano do piloto.

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Internação e falecimento

Felipe recebeu alta hospitalar no final de 2025, mas recentemente foi readmitido devido a uma infecção que se espalhou por todo o corpo. Keidna publicou na conta do marido no Instagram, que tem mais de 2 milhões de seguidores, pedidos de orações, que foram repercutidos por figuras como o Bispo Dom Jeremias e o músico Xande de Pilares.

Na tarde de domingo, 17, Felipe não resistiu à infecção e faleceu. Na manhã de segunda-feira, 18, Keidna prestou uma homenagem: “O Felipe lutou como sempre viveu. Com coragem. Com dignidade. Com fé”.

Homenagens e repercussão

A Polícia Civil do Rio de Janeiro também homenageou o piloto em nota oficial: “Felipe honrou a missão policial com coragem, lealdade e espírito de sacrifício, atuando diretamente em operações aéreas no enfrentamento à criminalidade e em defesa da sociedade fluminense. Sua partida deixa um vazio irreparável em toda a instituição”.

O caso de Felipe Marques ganhou grande repercussão por simbolizar a violência extrema enfrentada pelos policiais no Rio de Janeiro, em meio à guerra entre as forças de segurança e o crime organizado.

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