FIFA se pronuncia sobre ataque EUA-Israel ao Irã em meio à preparação para Copa 2026
FIFA comenta ataque ao Irã durante preparativos para Copa 2026

FIFA se manifesta sobre tensão geopolítica que envolve país classificado para Copa 2026

O secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, rompeu o silêncio neste sábado sobre o ataque conjunto realizado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, nação que está entre as 48 seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2026, que será sediada justamente pelos norte-americanos em parceria com Canadá e México.

Posicionamento cauteloso durante encontro do IFAB

Durante o encontro anual do International Football Association Board (IFAB), realizado na cidade de Hensol, no País de Gales, Grafstrom adotou um tom cauteloso ao abordar o delicado assunto. "Eu li as notícias esta manhã da mesma forma que vocês. Tivemos uma reunião hoje, e ainda é cedo para comentar em detalhes, mas vamos monitorar os acontecimentos relacionados a todos os assuntos ao redor do mundo", afirmou o representante máximo da entidade máxima do futebol mundial.

O dirigente enfatizou que o foco da organização segue concentrado na realização do torneio, garantindo a participação de todas as equipes classificadas. "Tivemos o sorteio da fase final em Washington, com todas as equipes participantes, e nosso foco está em uma Copa do Mundo com todas as seleções competindo", declarou Grafstrom, segundo reprodução de suas declarações pela emissora ESPN.

Garantias de segurança e comunicação contínua

O secretário-geral da FIFA assegurou que manterá diálogo constante com os governos dos três países-sede, independentemente das circunstâncias geopolíticas. "Vamos continuar a nos comunicar, como sempre fazemos, com os três governos, em qualquer situação. Todos estarão seguros", prometeu Grafstrom, buscando tranquilizar a comunidade futebolística internacional sobre a realização do evento.

Irã no Grupo G com jogos em território norte-americano

A situação ganha contornos particularmente delicados considerando que a seleção iraniana está alocada no Grupo G da competição e terá três jogos programados em solo estadunidense:

  • Contra a Nova Zelândia no SoFi Stadium, em Inglewood, Califórnia, no dia 16 de junho
  • Contra a Bélgica no mesmo estádio californiano no dia 21 de junho
  • Contra o Egito no Lumen Field, em Seattle, Washington, no dia 27 de junho

Retaliação iraniana e escalada do conflito

Como resposta imediata ao ataque conjunto norte-americano-israelense, o Irã já retaliou com disparos de mísseis contra bases militares dos Estados Unidos localizadas em diversos países do Oriente Médio:

  1. Arábia Saudita
  2. Emirados Árabes Unidos
  3. Bahrein
  4. Kuwait
  5. Qatar
  6. Iraque
  7. Jordânia

O conflito, que se intensificou nas últimas horas, já resultou em mais de 50 mortes, segundo informações disponíveis, criando um cenário de tensão internacional que inevitavelmente afeta os preparativos para o maior evento esportivo do planeta.

Panorama das classificações para a Copa 2026

Enquanto a tensão geopolítica se intensifica, o processo de classificação para a Copa do Mundo de 2026 segue seu curso normal. Atualmente, 42 seleções nacionais já garantiram sua presença no torneio que ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho de 2026.

As seis vagas restantes serão definidas através dos playoffs marcados para o final de março do próximo ano, envolvendo 22 equipes que ainda mantêm esperanças de classificação:

  • República Democrática do Congo, Nova Caledônia, Jamaica, Iraque, Bolívia, Suriname
  • Albânia, Bósnia e Herzegovina, República Tcheca, Dinamarca, Itália, Kosovo
  • Polônia, República da Irlanda, Eslováquia, Turquia, Ucrânia, País de Gales
  • Romênia, Suécia, Irlanda do Norte e Macedônia do Norte

Distribuição continental das vagas já conquistadas

A distribuição geográfica das seleções já classificadas apresenta o seguinte panorama:

América do Norte, Central e Caribe: Canadá, Estados Unidos e México (como países-sede), além de Panamá, Haiti e Curaçao.

América do Sul: Argentina, Brasil, Equador, Colômbia, Uruguai e Paraguai.

Europa: Inglaterra, França, Croácia, Portugal, Noruega, Alemanha, Países Baixos, Espanha, Bélgica, Áustria, Escócia e Suíça.

África: Marrocos, Tunísia, Egito, Argélia, Gana, Cabo Verde, África do Sul, Costa do Marfim e Senegal.

Ásia: Austrália, Coreia do Sul, Irã, Japão, Jordânia, Uzbequistão, Qatar e Arábia Saudita.

Oceania: Nova Zelândia (única representante já classificada da região).

A declaração de Grafstrom representa o primeiro posicionamento oficial da FIFA sobre um conflito internacional que envolve diretamente um país classificado e um dos organizadores do próximo Mundial, levantando questões sobre segurança, diplomacia esportiva e a capacidade de separar política do maior evento do futebol mundial.