Defesa de Vorcaro recusa abertura de sigilo do celular após vazamento de perguntas no STF
Defesa de Vorcaro recusa sigilo do celular após vazamento

Defesa de Vorcaro nega acesso ao celular após vazamento rápido de perguntas no STF

Durante o depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à Polícia Federal sobre negociações com o BRB (Banco Regional de Brasília), seu advogado Roberto Podval tomou uma decisão firme perante a delegada Janaína Palazzo. Ele se recusou a autorizar a abertura do sigilo do celular de Vorcaro, argumentando falta de confiança na preservação das informações devido a um incidente recente.

Vazamento instantâneo motiva desconfiança da defesa

O vídeo do depoimento, que se tornou público nesta quinta-feira (29) após o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli retirar o sigilo, revela um momento tenso antes da acareação entre Vorcaro e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Podval reclamou que perguntas feitas durante o depoimento de Vorcaro vazaram para a imprensa cerca de 20 minutos após o encerramento da oitiva.

Segundo o advogado, o vazamento ocorreu de forma quase instantânea e envolveu questionamentos formulados pela própria autoridade policial, que teriam sido encaminhados pelo ministro Dias Toffoli. “As perguntas que foram feitas, e aqui o maior respeito pelas autoridades, mas é bom que se diga, as perguntas que foram feitas hoje aqui pela senhora, que eram perguntas ditas pelo ministro, estavam na imprensa noticiadas quando acabou o ato”, afirmou Podval.

Violacao de sigilo absoluto gera revolta

A defesa alegou que a situação violou a garantia de que o depoimento estava protegido por sigilo absoluto, um argumento usado pela autoridade para solicitar o acesso ao celular de Vorcaro. “O Vorcaro nem celular trouxe, que era para não ter o risco de nada. E nós somos surpreendidos 20 minutos depois de acabar a audiência com esse fato. É lamentável e deve ser apurado, porque mexe com coisas importantes, com a vida de todos nós”, completou Podval.

Este episódio destaca questões críticas sobre a segurança de informações em processos judiciais de alto perfil, levantando dúvidas sobre a eficácia das medidas de sigilo em investigações envolvendo figuras públicas e instituições financeiras.