Mulher acusada de atos de 8 de janeiro é presa no Paraná ao tentar emitir RG
Acusada de 8 de janeiro é presa no PR ao tentar RG

Mulher acusada de envolvimento nos atos de 8 de janeiro é presa no oeste do Paraná

Uma mulher de 52 anos, acusada de participação nos ataques de 8 de janeiro em Brasília, foi presa nesta segunda-feira, dia 2, na cidade de Cascavel, localizada na região oeste do estado do Paraná. A detenção ocorreu enquanto a investigada tentava emitir um novo documento de identidade, o Registro Geral (RG), em uma delegacia da Polícia Civil.

Mandado de prisão preventiva expedido pelo STF

Contra a mulher, que não teve a identidade divulgada pelas autoridades, havia um mandado de prisão preventiva expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem judicial foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que tem conduzido investigações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que a prisão foi determinada após a investigada descumprir medidas cautelares impostas quando estava em liberdade provisória.

Fuga para a Argentina e rompimento de tornozeleira eletrônica

Segundo o delegado Marcos Fontes, a mulher é natural de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, onde residia após deixar Brasília. Ela teria participado dos atos de 8 de janeiro e chegou a ficar presa por aproximadamente dois meses na capital federal. Posteriormente, foi liberada com o uso de tornozeleira eletrônica, mas rompeu o equipamento e fugiu para a Argentina.

Na Argentina, a investigada relatou à polícia local que havia perdido seus documentos, o que resultou em sua expulsão do país. Ao retornar ao Brasil, tentou se estabelecer na cidade de Foz do Iguaçu, mas não conseguiu trabalho devido à falta de documentação. Em seguida, dirigiu-se a Cascavel para tentar emitir um novo RG.

Prisão imediata após consulta a sistemas policiais

Ao buscar atendimento em uma delegacia, os policiais consultaram o nome dela no sistema e localizaram o mandado de prisão em aberto. A Polícia Federal foi acionada e confirmou que o caso estava diretamente relacionado aos atos de 8 de janeiro, o que levou à prisão imediata da mulher.

Crimes imputados e medidas judiciais

A mulher responde por uma série de crimes graves, incluindo:

  • Associação criminosa armada
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Golpe de Estado
  • Dano qualificado
  • Deterioração de patrimônio tombado

Além da prisão, a decisão do STF também determinou o bloqueio de contas bancárias, veículos e bens imóveis pertencentes à acusada. Após a realização dos procedimentos legais necessários, ela foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição do Supremo Tribunal Federal para as próximas etapas do processo judicial.

Este caso reforça a continuidade das investigações e ações judiciais relacionadas aos eventos de 8 de janeiro, demonstrando o esforço das autoridades em responsabilizar os envolvidos nos ataques às instituições democráticas do país.