O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, confirmou oficialmente que pelo menos cinco secretários de seu governo deixarão os cargos para se candidatar nas eleições de 2026. De acordo com informações do Palácio Guanabara, o número de saídas pode ser ainda maior, chegando a dez, conforme apurado por outras fontes internas.
Lista de secretários confirmados para sair
Em conversa com a imprensa, Castro detalhou os nomes dos secretários que já estão com a saída confirmada. São eles:
- Gustavo Tutuca (PP), secretário de Estado de Turismo;
- Rosangela Gomes (PR), de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos;
- Bruno Dauaire (União), da Habitação;
- Anderson Moraes (PL), da Tecnologia;
- Douglas Ruas (PL), das Cidades.
Esses nomes já haviam sido divulgados anteriormente pelo jornal O Globo, mas agora recebem a confirmação direta do governador.
Motivação legal para as saídas
Segundo Cláudio Castro, todos os secretários em questão são deputados e, por força da lei eleitoral, precisam deixar os cargos para concorrerem às eleições. "É regra", afirmou o governador, destacando que a vontade pessoal dele era que os secretários permanecessem nas funções, mas a legislação exige o afastamento.
Questionado sobre sua própria saída do Palácio Guanabara para concorrer a uma vaga no Senado, Castro preferiu não se comprometer. "Isso não está definido ainda. Só vamos definir depois do carnaval", declarou, adiando a decisão para um momento posterior.
Possíveis novas saídas nos próximos meses
Além dos cinco secretários já confirmados, o g1 apurou com fontes do Palácio Guanabara que outros cinco nomes devem deixar seus cargos nos próximos meses para também buscarem cargos eletivos. A lista inclui:
- Rafael Picciani (Esportes);
- Bernardo Rossi (Meio Ambiente e Sustentabilidade);
- Uruan Cintra (Infraestrutura e Cidades);
- Marcelo de Menezes (Polícia Militar);
- Felipe Curi (Polícia Civil).
Rafael Picciani, por exemplo, já se licenciou da secretaria de Esportes, que está sendo ocupada interinamente por Rodrigo Scorzelli. Picciani assumiu um lugar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) após a prisão do deputado Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Jóias.
Essa movimentação política sinaliza um período de transição no governo estadual, com potenciais impactos na gestão de áreas críticas como segurança, meio ambiente e infraestrutura. O cenário eleitoral de 2026 começa a se desenhar com essas mudanças, refletindo as estratégias partidárias e as exigências legais que moldam a política brasileira.