PT convoca atos em 8 de janeiro para lembrar invasões golpistas de 2023
PT convoca atos em 8 de janeiro contra golpismo

O Partido dos Trabalhadores (PT) está convocando a população para participar de atos públicos marcados para esta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026. A mobilização, promovida através dos perfis oficiais do partido nas redes sociais, tem como foco principal a defesa da democracia e o resgate da memória sobre os atos golpistas que sacudiram Brasília na mesma data em 2023.

Memória como forma de resistência

Os ataques ocorridos há três anos, poucos dias após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para seu terceiro mandato, são o pano de fundo da convocatória. As invasões e depredações às sedes dos Três Poderes em Brasília marcaram um episódio grave na história política recente do país.

Em uma das publicações que circulam nas redes, o PT é direto: "No dia 8 de janeiro ocuparemos as ruas e a Praça dos Três Poderes, em Brasília, às 10h30, em frente ao Palácio do Planalto". A mensagem reforça o lema "Lembrar é resistir. Golpe nunca mais", deixando claro o caráter simbólico e de alerta do ato.

Discurso presidencial embasa mobilização

O partido também recorreu a um trecho de fala do presidente Lula, proferida durante uma reunião ministerial realizada em dezembro do ano passado. Na ocasião, Lula afirmou que a oposição deseja que os eventos de 8 de janeiro caiam no esquecimento, enquanto o governo defende que a sociedade mantenha viva a lembrança daqueles que "não souberam perder a eleição".

"Essa gente não enxerga o povo. É por isso que precisamos fortalecer a democracia", disse o presidente, conforme reproduzido na campanha. "Dia 8 de janeiro teremos um ato simbólico contra o 8 de janeiro", completou, destacando a natureza de contraposição do evento.

Envolvimento do governo e foco na oposição

Durante a mesma reunião ministerial, Lula teria convocado todos os seus ministros a comparecerem à capital federal para participar da mobilização, indicando um alto nível de engajamento do governo nos atos.

Além do aspecto memorial e de defesa das instituições democráticas, a mobilização também servirá como um palco para críticas diretas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão, foi um dos primeiros condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua envolvimento nas tentativas de golpe de estado.

O ato de 8 de janeiro de 2026 se configura, portanto, não apenas como uma lembrança do passado, mas como um evento político do presente, com claros objetivos de mobilização da base governista e de demarcação de posição frente aos adversários políticos.