PSD na Bahia rejeita palanque para Caiado e confirma apoio a Lula e Jerônimo
PSD na Bahia apoia Lula e rejeita palanque para Caiado

PSD na Bahia define apoio a Lula e exclui palanque para Caiado

O Partido Social Democrático (PSD) na Bahia, sob a liderança do senador Otto Alencar, anunciou oficialmente que não fornecerá suporte presidencial ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que recentemente se filiou à legenda e é pré-candidato à Presidência da República. Em vez disso, o partido optou por apoiar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e do governador baiano Jerônimo Rodrigues, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Decisão acordada com a cúpula nacional do PSD

Otto Alencar destacou que a decisão já foi combinada com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que foi responsável por convidar Caiado a se filiar ao partido. "O Kassab já sabe disso. Vocês da imprensa viram ele dar uma declaração de que, aqui na Bahia, a condução do PSD é minha", afirmou o senador em entrevista a um veículo local. Essa autonomia regional foi reforçada por Kassab em agosto de 2025, quando ele declarou que caberia a Alencar liderar o partido no estado, respeitando as particularidades locais.

Consenso interno e exceções na bancada baiana

Segundo Alencar, a maioria dos deputados federais e estaduais, além de prefeitos filiados ao PSD na Bahia, já concordou com o apoio a Lula e Jerônimo. A única exceção mencionada foi o deputado federal Diego Coronel, que ainda está em discussão sobre o posicionamento. O senador enfatizou que a estratégia está bem alinhada dentro do partido, minimizando possíveis conflitos internos.

Reação de Caiado e outros pré-candidatos do PSD

Ronaldo Caiado demonstrou tranquilidade em relação à decisão, afirmando que tem total liberdade de ação para buscar outros palanques, como o do União Brasil, liderado por ACM Neto. Em coletiva de imprensa em São Paulo, ele ressaltou: "O presidente Kassab deu àquele que for candidato total liberdade de ação. Por exemplo, se o PSD na Bahia for com o PT, nós vamos para o palanque do ACM Neto". Outros pré-candidatos presidenciais pelo PSD, como Ratinho Jr. do Paraná e Eduardo Leite do Rio Grande do Sul, também não expressaram preocupação, destacando as divergências regionais como naturais em um partido de grande porte.

Foco em unidade nacional e candidatura de direita

Ratinho Jr. enfatizou que, apesar das particularidades estaduais, o diretório nacional do PSD manterá uma candidatura de direita à Presidência. "O PSD é um partido grande, que tem nas suas divisões regionais as suas particularidades. O mais importante é que a executiva do partido, liderada pelo Kassab, vai ter um Conselho, e a análise vai ser entre nós, não vamos querer disputar um contra o outro", declarou. Essa abordagem visa superar polarizações e consolidar um projeto coeso para as eleições.

Em resumo, o PSD na Bahia solidifica seu alinhamento com o PT, rejeitando o palanque para Caiado, enquanto a cúpula nacional busca equilibrar autonomia regional com uma estratégia unificada de direita, refletindo a complexidade da política partidária brasileira.