Príncipe Harry gera controvérsia em visita à Ucrânia
Mesmo tendo deixado as funções oficiais da realeza britânica, o príncipe Harry, de 41 anos, continua a percorrer o mundo com uma agenda que, segundo ele, reflete seu papel de ‘sempre fazer parte da família real’. Recentemente, ele apareceu na Ucrânia, país ainda em guerra, e decidiu cutucar um vespeiro geopolítico.
Durante sua estadia, Harry dirigiu-se diretamente ao presidente russo, Vladimir Putin. ‘Nenhum país se beneficia da contínua perda de vidas’, declarou, antes de lembrar a ‘responsabilidade da liderança americana’ na proteção da devastada Kiev. O comentário, desprovido da sutileza típica da realeza, foi feito justamente às vésperas do encontro entre seu pai, o rei Charles III, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump não deixou a declaração passar despercebida. ‘Ele não fala em nome do Reino Unido’, afirmou o ex-presidente, em resposta às palavras de Harry. Já o príncipe pareceu não se importar com a saia justa. ‘Estou aqui fazendo aquilo para o que nasci’, disse, encerrando o assunto.
A visita de Harry à Ucrânia ocorre em um momento delicado, com a guerra ainda em curso e as relações internacionais tensas. A declaração do príncipe, que já não exerce funções oficiais, levanta questões sobre o papel de membros da realeza em questões políticas e diplomáticas.
Com reportagem de Giovanna Fraguito e Nara Boechat, publicada originalmente na edição nº 2993 de VEJA, de 1º de maio de 2026, a viagem de Harry à Ucrânia continua a gerar debates e repercussões no cenário internacional.



