Ataque com míssil russo deixa mortos e feridos em Merefa
Um ataque com míssil russo contra a cidade de Merefa, no nordeste da Ucrânia, resultou na morte de seis pessoas e deixou mais de 30 feridos nesta segunda-feira (4), conforme autoridades ucranianas. Entre os feridos está um menino de apenas 2 anos de idade.
Danos materiais e vítimas
O governador regional, Oleh Syniehubov, informou que pelo menos dez residências, um prédio administrativo, quatro estabelecimentos comerciais, uma oficina mecânica e um local de alimentação foram danificados. Promotores locais relataram que o ataque ocorreu por volta das 9h35, horário local. Segundo Syniehubov, o míssil atingiu o centro da cidade, próximo a vias de grande movimento. A remoção dos destroços deve levar de um a dois dias.
No local, dois homens e três mulheres morreram instantaneamente. Um outro homem faleceu posteriormente no hospital devido à gravidade dos ferimentos. A Rússia ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente.
Relato de uma perda
Ihor Kolodiazhnyi, de 41 anos, perdeu a esposa no ataque. Ele a procurava enquanto explosões ainda ocorriam na cidade. "Eu estava em casa. Ela havia saído cerca de dez minutos antes, talvez menos. Ouvi a explosão", disse ele à Reuters, enquanto permanecia na rua próximo ao corpo coberto da mulher, também de 41 anos. "Desci até lá, mas ela não atendeu o telefone e não estava na rua. Entendi que ela não poderia ter ido mais longe. Voltei, estacionei o carro e vim para cá, porque ela costuma ir trabalhar por este lado. Cheguei mais perto e... minha esposa tinha morrido."
Investigação e contexto
Promotores regionais afirmaram que as forças russas podem ter utilizado um míssil balístico do tipo Iskander. Pelo menos 36 pessoas ficaram feridas. Moscou nega atingir civis intencionalmente, embora ataques desde o início da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022, tenham matado milhares de pessoas. A Ucrânia também realizou ataques contra alvos civis em território russo ou em áreas ocupadas, porém em escala menor. Kiev afirma que a Rússia intensificou neste ano os ataques contra infraestruturas portuárias ucranianas.



