Influenciadora autista é barrada em voo da LATAM com cão de serviço em Maceió
Autista barrada em voo com cão de serviço em Maceió

A influenciadora autista Raquel Nery, natural do Rio Grande do Norte, denunciou que foi impedida de embarcar com seu cão de serviço no Aeroporto de Maceió no domingo (3), em um voo da LATAM Airlines com destino a São Paulo. Em nota enviada ao g1, a companhia aérea afirmou que já entrou em contato com a cliente e que segue normas específicas para o transporte de animais, alinhadas a regulamentações internacionais.

Relato da influenciadora

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Raquel explicou que viajou a Maceió para participar de um congresso sobre autismo e precisava retornar para compromissos profissionais. Ela disse que entrou em contato com a companhia aérea desde o dia 16 de abril para garantir o embarque com o animal. “Eu tenho certificado, credenciamento do centro de adestramento, atestado de saúde, cartão de vacina e laudo médico afirmando que preciso do meu cão de serviço para exercer meu direito de ir e vir”, afirmou.

De acordo com a influenciadora, houve desencontro de informações por parte do atendimento da empresa. Ela relatou que diferentes atendentes deram orientações contraditórias ao longo das semanas e que, um dia antes do voo, foi informada de que a solicitação deveria ter sido feita com 48 horas de antecedência. Raquel contestou a informação, alegando que havia feito o pedido com antecedência, mas não conseguiu solução. “Um atendente dizia que estava tudo certo, outro dizia que não. No fim, disseram que não podiam fazer nada”, relatou. Ainda segundo ela, foi sugerido o transporte do animal como “pet na cabine”, opção que não seria possível devido ao porte do cão, que pesa cerca de 27 kg.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Apelo nas redes sociais

A influenciadora publicou um apelo pedindo ajuda jurídica e criticou a situação. Em texto, afirmou estar em crise e questionou a falta de inclusão. “Eu fiz tudo certo. Isso não pode acontecer. Como uma pessoa com deficiência vai viajar sem seu cão de serviço?”, escreveu. Ela também destacou o impacto emocional e financeiro da situação, já que não reside em Maceió e precisaria arcar com custos extras para permanecer na cidade.

Após a repercussão do caso, Raquel conseguiu viajar para São Paulo por outra companhia aérea. Em nova publicação, disse que chegou ao destino com segurança e voltou a criticar o atendimento recebido anteriormente. “A empresa só entrou em contato depois que o vídeo ganhou visibilidade. Fica a dúvida: o cliente só será respeitado quando expõe nas redes?”, questionou.

O que diz a LATAM

Em nota, a LATAM Airlines informou que entrou em contato com a cliente e que segue as recomendações do Plano de Melhorias do Transporte Aéreo de Animais Domésticos (PATA), alinhadas às normas internacionais da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). A empresa informou ainda que o transporte de cães de serviço exige cumprimento de critérios específicos, como certificação, tipo de assistência prestada e envio prévio da documentação conforme regras da companhia. Segundo a LATAM, são aceitos cães treinados para funções como guia para pessoas com deficiência visual ou auditiva, assistência de equilíbrio e alerta médico para condições como diabetes, epilepsia e alterações cardíacas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar