Justiça de Sergipe decide caso de briga entre compadres por prêmio da Mega da Virada
A Justiça de Sergipe precisou intervir em uma disputa judicial envolvendo dois compadres que ganharam o prêmio da quina da Mega da Virada de 2022, no valor aproximado de R$ 45 mil. De acordo com a sentença, assinada pelo juiz Camilo Chianca de Oliveira, o réu foi condenado a devolver metade do valor premiado após quatro anos de litígio.
Detalhes do caso e decisão judicial
Segundo a decisão, publicada em dezembro do ano passado, a vítima recorreu à Justiça após o réu sacar todo o dinheiro do prêmio e se recusar a realizar a divisão combinada. O texto do processo relata que os dois compadres foram juntos a uma lotérica no município de Frei Paulo para realizar as apostas.
No entanto, o réu alegou que, embora tenham combinado três apostas, a única vencedora teria sido feita por ele de forma individual. O juiz considerou essa versão como insatisfatória, baseando-se em um conjunto robusto de provas.
- Imagens de câmeras de segurança que registraram a dupla no local.
- Relatos de testemunhas que ouviram os compadres discutindo após a realização dos jogos.
- Documentação apresentada durante o processo.
Valor da condenação e reações das partes
Com base nessas evidências, o homem foi condenado a pagar R$ 22.719,39, valor que inclui a correção monetária pela inflação desde a retirada do prêmio em 2023. O g1 entrou em contato com o réu, que preferiu não se pronunciar sobre o caso.
Já o advogado de defesa do autor do processo confirmou o resultado da sentença e mencionou que ainda cabe recurso. Ele afirmou ainda que, após o ocorrido, os compadres romperam definitivamente a relação de amizade e confiança que mantinham.
Impacto social e lições do caso
Este caso serve como um alerta sobre a importância de documentar acordos financeiros, especialmente em situações envolvendo apostas e prêmios de loteria. A briga judicial destacou como disputas entre amigos ou familiares podem escalar rapidamente, exigindo intervenção do Poder Judiciário para resolver conflitos.
Além disso, a decisão reforça a necessidade de transparência e honestidade em transações desse tipo, evitando desentendimentos que podem resultar em longos processos e danos irreparáveis aos relacionamentos pessoais.