STF mantém Careca do INSS preso após rejeição de habeas corpus por André Mendonça
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou dois habeas corpus apresentados pela defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, mantendo-o na prisão. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, acatando um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), e reforça a posição do Judiciário em relação aos crimes de corrupção envolvendo a Previdência Social.
Esquema bilionário de desvios na Previdência
Antunes é apontado como o principal operador de um esquema que desviou mais de 6 bilhões de reais das contas de aposentados, por meio de descontos ilegais em benefícios previdenciários. As investigações, sob a relatoria do ministro André Mendonça, destacam a gravidade dos crimes, que afetaram milhares de beneficiários em todo o país.
Pedido de desbloqueio de valores também negado
Além de rejeitar os habeas corpus, o ministro Mendonça negou um pedido da defesa para desbloquear cerca de 12.000 reais destinados ao pagamento de compromissos financeiros de Antunes relacionados a imóveis. Essa medida visa garantir que recursos não sejam utilizados para obstruir as investigações ou beneficiar o acusado durante o processo legal.
Conexões políticas e impacto nas investigações
As conexões do Careca do INSS com figuras do mundo político o tornam um dos personagens centrais nas investigações em curso no STF. A manutenção da prisão reflete a preocupação do tribunal com possíveis riscos à ordem pública e à instrução processual, diante da complexidade e do alcance do esquema de corrupção.
Esta decisão do STF, liderada por André Mendonça, marca um passo significativo no combate à corrupção no sistema previdenciário, enfatizando a importância da justiça em casos de grande repercussão nacional.