Trump avalia envio de tropas terrestres ao Irã e critica falta de apoio da Otan
Trump avalia tropas terrestres no Irã e critica Otan

Trump avalia envio de tropas terrestres ao Irã e critica falta de apoio da Otan

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está avaliando o envio de milhares de militares e considera uma operação com tropas terrestres no Oriente Médio, em meio a uma possível nova fase do conflito com o Irã, segundo fontes ouvidas pela Reuters. O presidente tem criticado a Otan por não oferecer apoio suficiente nesta guerra, aumentando as tensões diplomáticas.

Operação de alto risco na Ilha de Kharg

Entre as alternativas discutidas está garantir a passagem segura de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, principalmente com uso de forças aéreas e navais. Fontes afirmam, no entanto, que a missão também pode envolver o envio de tropas à costa iraniana. O governo americano também discute a possibilidade de deslocar forças terrestres para a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã.

Segundo autoridades, a operação seria de alto risco, já que o país tem capacidade de atingir a área com mísseis e drones. Os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos militares na ilha em 13 de março, e Trump já ameaçou atingir a infraestrutura petrolífera iraniana. Especialistas afirmam, porém, que controlar a ilha pode ser mais vantajoso do que destruí-la, devido à importância econômica.

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Objetivos militares e riscos políticos

Outra possibilidade discutida é o envio de forças para garantir o controle de estoques de urânio altamente enriquecido do Irã. Especialistas avaliam que a operação seria complexa e de alto risco, mesmo para tropas de elite. Um funcionário da Casa Branca afirmou que não há decisão sobre o envio de tropas terrestres neste momento, mas que todas as opções seguem em análise.

Segundo ele, o objetivo é cumprir as metas da operação militar, como destruir a capacidade de mísseis balísticos do Irã, neutralizar a Marinha iraniana e impedir que o país desenvolva armas nucleares. O uso de tropas terrestres, mesmo em missões limitadas, é visto como politicamente arriscado para Trump.

Baixo apoio popular e contradições no discurso

A campanha contra o Irã tem baixo apoio entre a população americana, e o presidente prometeu evitar novos conflitos no Oriente Médio. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, os EUA realizaram mais de 7.800 ataques e danificaram ou destruíram mais de 120 embarcações iranianas, segundo o Comando Central dos Estados Unidos, responsável por cerca de 50 mil militares na região.

Trump afirmou que os objetivos dos EUA no conflito vão além de enfraquecer o poder militar do Irã e incluem garantir a segurança no Estreito de Ormuz, além de impedir o avanço do programa nuclear iraniano. Mesmo sem confronto direto em solo iraniano, 13 militares americanos morreram e cerca de 200 ficaram feridos até agora, segundo os EUA.

Nos últimos anos, Trump criticou governos anteriores por envolver o país em conflitos no exterior e prometeu evitar novas guerras. Mais recentemente, porém, ele não descartou a possibilidade de enviar tropas ao Irã. As discussões sobre reforços vão além do envio de um grupo anfíbio ao Oriente Médio, com mais de 2 mil fuzileiros navais.

Desafios logísticos e críticas à Otan

Por outro lado, os EUA devem perder capacidade com o envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford para manutenção na Grécia, após um incêndio a bordo. Trump também tem alternado o discurso sobre o Estreito de Ormuz. Após dizer que a Marinha americana poderia escoltar embarcações, ele passou a pedir ajuda de outros países.

Diante da falta de apoio, chegou a sugerir abandonar a missão. Em uma publicação, o presidente afirmou que os países que utilizam a rota poderiam ser responsáveis pela segurança da região. As críticas à Otan refletem a frustração do governo americano com a falta de envolvimento dos aliados neste conflito, aumentando as pressões diplomáticas internacionais.

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