Míssil iraniano atinge zona 'segura' em Israel, deixando 175 feridos e 500 desalojados
Míssil iraniano fere 175 e desaloja 500 em zona 'segura' de Israel

Um ataque com míssil balístico lançado pelo Irã contra o sul de Israel na noite de sábado (21) resultou em pelo menos 175 feridos e 500 desalojados, conforme informações divulgadas neste domingo (22). O projétil atingiu as cidades de Dimona e Arad, áreas consideradas relativamente seguras até então, causando destruição significativa e elevando as tensões no conflito em curso.

Detalhes do ataque e impacto humanitário

Segundo relatos de socorristas no local, entre os feridos, 11 civis encontram-se em estado grave, necessitando de atendimento médico urgente. O ataque mais devastador ocorreu em Arad, onde um míssil de meia tonelada caiu em um bairro operário com vista para o Mar Morto, habitado por uma população diversa que inclui judeus ultraortodoxos, árabes beduínos e imigrantes russos.

A explosão de grande intensidade destruiu completamente 20 moradias, ferindo 115 pessoas na área. Cerca de 70 crianças foram levadas a hospitais para tratamento, enquanto aproximadamente 500 civis tiveram que abandonar suas casas, ficando desalojados devido aos danos estruturais e ao risco de novos ataques.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Falha na interceptação e reação israelense

A mídia local israelense destacou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) não conseguiram interceptar pelo menos dois mísseis balísticos lançados pelo Irã, que atingiram os municípios alvo. Este fato levantou questões sobre a eficácia dos sistemas de defesa antimísseis em proteger áreas anteriormente consideradas de baixo risco.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, visitou Arad neste domingo e fez declarações contundentes em resposta ao ataque. "Esta é a prova de que o regime persa precisa ser destruído", frisou Netanyahu, referindo-se ao governo iraniano. Ele acrescentou que os recentes eventos, incluindo um míssil balístico intercontinental lançado contra Diego Garcia, uma ilha britânica no Oceano Índico, demonstram a ameaça global representada pelo Irã.

Contexto do conflito e depoimentos de civis

Desde o início da ofensiva em 28 de fevereiro, um porta-voz das IDF revelou que o Irã lançou mais de 400 mísseis balísticos contra território israelense, com as forças de defesa interceptando cerca de 92% dos projéteis. No entanto, os que atingiram o solo causaram danos substanciais, especialmente em áreas residenciais.

Adam Abu Rabi'a, um instrutor de direção que mora perto de um dos locais da explosão em Arad, compartilhou sua experiência com a ANSA. "Nos sentíamos seguros aqui. Tenho casa, mas nunca entro nela quando as sirenes tocam. Agora aprendi a lição", disse ele, originário da vila beduína de Drijat. Sua residência sofreu danos leves, mas ele tem vários parentes entre os desabrigados.

Rabi'a expressou preocupação com a escalada do conflito, comentando: "A guerra é terrível e esperamos que termine logo. Nem consigo imaginar o que aconteceria se o Irã tivesse armas nucleares". Ele também mencionou seu apoio ao exército israelense, refletindo a complexidade das lealdades na região.

Implicações internacionais e declarações de Netanyahu

Netanyahu, ao lado do presidente americano Donald Trump, iniciou a guerra contra o Irã no final do mês passado, e suas recentes declarações enfatizam a necessidade de uma resposta firme. "Se vocês queriam provas de que o Irã coloca o mundo em risco, as últimas 48 horas comprovaram", declarou o premiê, referindo-se aos ataques recentes.

Ele destacou a capacidade iraniana de atingir o interior da Europa com mísseis balísticos, argumentando que isso justifica ações mais decisivas contra o regime. O ataque a Dimona, ocorrido duas horas antes do de Arad, também causou danos significativos, com um prédio de vários andares desabando e ferindo 60 pessoas, aumentando o número total de vítimas.

O elevado número de civis envolvidos nessas explosões, como muitos observaram, deve-se em parte à percepção anterior de que a região era uma das menos atacadas por Teerã, levando a uma sensação falsa de segurança entre os residentes. Este incidente sublinha a volatilidade do conflito e os riscos crescentes para populações civis em zonas outrora consideradas refúgios.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar