Irã desafia Trump e ataca Israel novamente, atingindo estação de trem em Tel Aviv
Irã ataca Israel novamente, desafiando ameaças de Trump

Irã desafia ameaças de Trump e intensifica ataques a Israel

O Irã voltou a atacar Israel com mísseis balísticos nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026, ignorando completamente as novas advertências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ataque ocorreu mesmo após o mandatário americano ter ameaçado bombardear pontes e usinas elétricas iranianas caso um acordo de cessar-fogo não seja alcançado "em breve".

Infraestrutura civil israelense é alvo

O Exército israelense confirmou os ataques, mas não especificou inicialmente todos os locais atingidos. Segundo informações da rádio militar, uma estação ferroviária em Tel Aviv sofreu danos significativos. A Guarda Revolucionária do Irã, citada pela imprensa local, anunciou o lançamento de mísseis de longo alcance contra Tel Aviv e Eilat, no sul de Israel.

A guerra, que começou em 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos de forças americanas e israelenses contra o Irã, já provocou mais de 5 mil mortes, principalmente em território iraniano e no Líbano. Não há sinais de trégua iminente, com Trump alternando entre ameaças e apelos ao diálogo para que Teerã aceite uma pausa nos combates.

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Ameaças americanas e resposta iraniana

O presidente republicano, que na quarta-feira previu mais "duas ou três semanas" de conflito, advertiu explicitamente que as forças americanas atacariam infraestruturas civis iranianas. "As pontes serão as próximas, e depois as usinas elétricas!", escreveu Trump em sua rede social Truth Social na véspera dos novos ataques.

Na quinta-feira, bombardeios americanos já haviam destruído uma ponte em construção perto de Teerã. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu no X (antigo Twitter): "Atacar infraestruturas civis, incluindo pontes ainda não concluídas, não levará os iranianos à rendição".

Crise humanitária no Líbano se agrava

No Líbano, outra frente crítica desta guerra, o Hezbollah - grupo armado pró-Irã - continuou lançando projéteis contra o sul de Israel durante a noite. O país foi arrastado para o conflito após a milícia libanesa atacar território israelense em 2 de março, em retaliação pela morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei nos primeiros bombardeios.

O Exército israelense anunciou ter atingido mais de 3.500 alvos no Líbano e "eliminado" quase 1.000 combatentes do Hezbollah em apenas um mês. A situação humanitária é catastrófica:

  • Mais de 1 milhão de pessoas (cerca de 20% da população libanesa) foram forçadas a fugir de suas casas
  • Bombardeios intensos e invasão israelense no sul do país causam destruição massiva
  • A diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações alertou para riscos "muito alarmantes" de deslocamentos prolongados

Impacto econômico global e impasse na ONU

As consequências do conflito se estendem além das fronteiras regionais:

  1. Estreito de Ormuz fechado: A rota marítima crucial, por onde transitavam 20% do petróleo e gás mundiais, está quase totalmente bloqueada
  2. Ataques no Golfo: No Kuwait, um ataque de drones contra uma refinaria provocou incêndios; no Bahrein, sirenes de alarme foram acionadas
  3. Pressão internacional: Quase 40 países exigiram a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, acusando o Irã de tomar a economia mundial como refém

No Conselho de Segurança da ONU, o Bahrein apresentou um projeto de resolução para autorizar o uso da força e liberar a rota marítima. No entanto, a votação foi adiada por falta de consenso. Teerã advertiu contra qualquer "ação provocadora" nas Nações Unidas, afirmando que uma votação "complicará ainda mais a situação".

O impasse diplomático, combinado com a escalada militar e a crise humanitária crescente, sugere que este conflito no Oriente Médio está longe de uma resolução pacífica, com todas as partes envolvidas mantendo posições firmes e ameaças recíprocas que apenas intensificam a violência e o sofrimento civil.

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