Conselho do Golfo pede à ONU uso da força para desbloquear Estreito de Ormuz
Golfo pede à ONU força para desbloquear Estreito de Ormuz

Conselho do Golfo solicita à ONU autorização para uso da força em Estreito de Ormuz

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) fez um apelo formal às Nações Unidas nesta quinta-feira, pedindo que o Conselho de Segurança autorize o uso da força militar para liberar o Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irã. A declaração foi feita pelo secretário-geral do CCG, Jassem Al-Budaiwi, durante reunião em Nova York, onde ele destacou a gravidade da situação para o comércio marítimo internacional.

Irã fecha principal rota de petróleo e impõe condições

De acordo com Al-Budaiwi, o Irã fechou completamente o estreito, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros, além de estabelecer condições restritivas para permitir a circulação de algumas embarcações. "Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma suas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger as rotas marítimas e garantir a segurança da navegação internacional", afirmou o secretário-geral. O bloqueio ocorre em meio a uma escalada de conflitos no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã.

Proposta do Bahrein enfrenta resistência no Conselho de Segurança

Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU debate uma resolução apresentada pelo Bahrein, que prevê explicitamente a autorização do uso da força para desobstruir o Estreito de Ormuz. A iniciativa conta com o apoio dos Estados Unidos, mas enfrenta forte resistência de outros membros permanentes com poder de veto. A versão mais recente do texto passou por diversas revisões na tentativa de alcançar um consenso e convencer países como França, Rússia e China.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, já demonstrou ceticismo público em relação a uma intervenção militar, enquanto o embaixador chinês, Fu Cong, fez críticas diretas à proposta. "No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que levaria inevitavelmente a uma escalada ainda maior", alertou Fu Cong. A Rússia, aliada histórica do Irã, também classificou o texto como tendencioso e inadequado.

Impactos econômicos e ataques regionais se intensificam

O Estreito de Ormuz é uma das principais vias de escoamento de petróleo do mundo, e seu bloqueio já está causando impactos significativos na economia global. Os preços do petróleo e de outras commodities registraram altas expressivas, refletindo a instabilidade na região. Em resposta à ofensiva inicial, o Irã não apenas fechou a passagem marítima, mas também intensificou ataques contra alvos israelenses e interesses americanos em países como:

  • Arábia Saudita
  • Emirados Árabes Unidos
  • Catar
  • Kuwait
  • Jordânia
  • Iraque

Recentemente, um ataque com drones iranianos causou um incêndio em uma refinaria estratégica no Kuwait, embora autoridades tenham confirmado a ausência de feridos. Esses incidentes ocorrem em meio à crescente tensão e têm potencial para agravar ainda mais a crise.

Objetivo é proteger rota vital, diz chanceler do Bahrein

Durante a reunião do Conselho de Segurança, o chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, reforçou os objetivos da proposta de seu país. "O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança", declarou, expressando esperança de que a resolução seja aprovada por unanimidade. A comunidade internacional agora aguarda os desdobramentos das negociações, que podem definir o futuro da segurança marítima e da estabilidade econômica global.

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