China pede cessar-fogo imediato após ataque de EUA e Israel ao Irã
O governo da China reagiu com veemência aos ataques militares realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, na madrugada deste sábado, 28 de fevereiro de 2026. Através de uma nota oficial do Ministério das Relações Exteriores, a nação asiática expressou profunda preocupação com a situação e fez um apelo urgente pelo fim das hostilidades.
Posicionamento oficial da China
Em comunicado divulgado, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou: "A China está profundamente preocupada com os ataques militares contra o Irã lançados pelos Estados Unidos e por Israel". A nota prossegue enfatizando que a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser respeitadas de forma incondicional.
Além disso, o governo chinês solicitou explicitamente a cessação imediata das ações militares, alertando para que não haja uma nova escalada da tensão na região. A China também defendeu a retomada do diálogo e das negociações entre as partes envolvidas, destacando a necessidade de esforços conjuntos para manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio.
Reações internacionais se somam ao apelo
A resposta da China se soma a uma série de manifestações de outras autoridades ao redor do mundo. No Brasil, o Itamaraty condenou firmemente a ação coordenada dos Estados Unidos e de Israel, defendendo a importância das negociações pacíficas e pedindo respeito ao Direito Internacional.
O presidente da França, Emanuel Macron, declarou que o início de uma guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã "tem graves consequências para a paz e a segurança internacionais". Macron afirmou ainda que essa escalada perigosa deve parar imediatamente, garantindo que todas as medidas estão sendo tomadas para proteger o território nacional, os cidadãos e os ativos franceses no Oriente Médio.
Por sua vez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apontou que os acontecimentos no Irã são profundamente preocupantes. Ela destacou a importância crítica de garantir a segurança nuclear e evitar quaisquer ações que possam agravar ainda mais as tensões ou enfraquecer o regime global de não proliferação.
Contexto e implicações
Este ataque coordenado ocorre em um momento de alta tensão geopolítica, com repercussões que podem afetar a estabilidade global. A China, ao se posicionar de forma clara, reforça seu papel como ator internacional que busca mediação e soluções diplomáticas para conflitos.
O apelo chinês por um cessar-fogo imediato reflete uma preocupação crescente com a possibilidade de uma guerra mais ampla, que poderia ter impactos devastadores não apenas no Oriente Médio, mas em todo o mundo. A comunidade internacional continua monitorando de perto os desdobramentos, enquanto líderes globais pressionam por uma desescalada do conflito.
