Palestinos lamentam profundamente a perda de uma pessoa morta em um ataque israelense, sentados em uma carroça durante o funeral em frente ao Hospital Al-Aqsa em Deir al-Balah, na Faixa de Gaza. A cena de dor se repete em meio a uma nova escalada de violência que abalou a região neste sábado (31).
Ofensiva israelense deixa ao menos 12 mortos em Gaza
Um novo ataque israelense matou ao menos 12 palestinos na Faixa de Gaza, de acordo com informações de hospitais locais. Esta é considerada uma das maiores ofensivas desde o cessar-fogo firmado em outubro do ano passado, marcando um agravamento significativo da situação no território palestino.
Vítimas incluem crianças e famílias inteiras
Os relatos dos hospitais revelam um cenário devastador. O Hospital Shifa informou que o ataque na Cidade de Gaza resultou na morte de uma mãe, três crianças e um parente, evidenciando o impacto direto sobre civis inocentes. Paralelamente, o Hospital Nasser relatou que um ataque em um acampamento de tendas causou um incêndio de grandes proporções, levando à morte de sete pessoas, incluindo um pai, seus três filhos e três netos, o que configura uma tragédia familiar completa.
Contexto da reabertura da passagem de Rafah
Os ataques ocorreram em um momento crítico, apenas um dia antes da reabertura da passagem de Rafah. Este é o único local de Gaza que não faz fronteira com Israel e que conecta o território ao Egito, servindo como uma via vital para a população. Todas as passagens de fronteira permanecem fechadas desde o início da guerra, e os palestinos enxergam a passagem de Rafah como uma esperança crucial para aqueles que necessitam de tratamento médico fora do território, onde a maior parte da infraestrutura de saúde foi destruída.
Balanço de mortes desde o cessar-fogo
O Ministério da Saúde de Gaza, que faz parte do governo liderado pelo Hamas, contabiliza mais de 500 palestinos mortos desde o início do cessar-fogo com Israel. Este ministério mantém registros detalhados de vítimas que são geralmente considerados confiáveis por agências da ONU e especialistas independentes, embora haja controvérsias em alguns círculos internacionais.
Resposta das autoridades israelenses
Questionados pela reportagem da Associated Press sobre os ataques específicos, os militares de Israel não responderam imediatamente às perguntas, deixando um vácuo de informações sobre as motivações ou justificativas para a ofensiva. A falta de resposta oficial contribui para a incerteza e tensão na região, com a comunidade internacional acompanhando de perto os desdobramentos.
Este episódio reforça os desafios contínuos para a paz e estabilidade na Faixa de Gaza, destacando a vulnerabilidade dos civis em meio a conflitos prolongados. A situação exige atenção global e esforços renovados para a proteção de vidas humanas e a busca por soluções diplomáticas.