Tarcísio critica oposição por tentar se apropriar de obras em SP durante congresso
Tarcísio critica oposição por tentar se apropriar de obras em SP

Tarcísio de Freitas rebate tentativas de oposição de se apropriar de obras em São Paulo

O governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, utilizou o palco do 68º Congresso dos Municípios, realizado nesta segunda-feira (6), para criticar duramente o que classificou como uma tentativa da oposição de se apropriar de obras realizadas no estado de São Paulo. Em seu discurso durante a cerimônia de abertura, o chefe do executivo paulista mencionou especificamente projetos de grande visibilidade, como a expansão da Linha 17-Ouro do Metrô e o Rodoanel Norte, afirmando que "querer compartilhar paternidade agora é uma grande bobagem".

Discurso direcionado contra alegações de viabilização federal

Tarcísio destacou que essas obras ficaram paralisadas por anos antes de sua gestão, citando que a Linha-17 aguardava por mais de 12 anos e o Rodoanel por um período significativo. "O que chama atenção é como isso tem incomodado alguns, tem incomodado a oposição, que coloca propaganda na TV para tentar se apropriar da obra alheia", declarou o governador, referindo-se a alegações de que empréstimos do BNDES e da Caixa Econômica Federal teriam viabilizado os projetos no passado, mas sem resultados concretos até recentemente.

O político completou sua argumentação enfatizando que "a população cansou de politicagem, quer entrega, resultado e conexão", reforçando seu posicionamento contra o que vê como manobras políticas para capitalizar conquistas estaduais. Embora não tenha citado nomes explicitamente, o contexto indica que as críticas são direcionadas ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, que desde a última sexta-feira (3) vem divulgando vídeos atribuindo ao governo federal a viabilização de diversas obras no estado.

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Resposta direta a questionamentos sobre Haddad

Quando questionado pelos jornalistas se suas declarações eram um recado direto a Fernando Haddad, Tarcísio respondeu de maneira evasiva porém significativa: "se a carapuça servir". Nos materiais de campanha, Haddad tem argumentado que projetos como expansões do Metrô, o Rodoanel, hospitais e construções do Minha Casa, Minha Vida foram possíveis graças a bilhões liberados pelo governo Lula, através de repasses diretos, financiamentos via BNDES, garantias para empréstimos e a renegociação da dívida de São Paulo conduzida por ele quando chefiava a Fazenda.

Essa troca de acusações ocorre em um momento político sensível, com a Linha 17-Ouro tendo sido inaugurada em 31 de março deste ano, na presença do governador Tarcísio, do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e integrantes do governo estadual, mas sem a participação de representantes do governo federal. A obra, que ficou paralisada desde 2019 ainda na gestão de João Doria, foi entregue com 12 anos de atraso em relação ao cronograma original que previa conclusão antes da Copa do Mundo de 2014.

Controvérsia sobre reconhecimento de financiamentos

Já a inauguração do Rodoanel Norte trouxe à tona outra faceta dessa disputa, quando Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, defendeu publicamente a necessidade de parcerias entre entes federativos e cobrou o reconhecimento do financiamento do banco à obra. "Se a gente não trabalhar em parceria, o país não avança na velocidade que precisa avançar. Porque um terço desta obra, R$ 1,350 bilhão, é financiamento do BNDES. Esta placa está muito bonita, mas está faltando o BNDES aqui", afirmou Mercadante, destacando a contribuição financeira federal que teria sido essencial para a concretização do projeto.

Este episódio revela uma disputa narrativa significativa sobre a autoria e o crédito por obras de infraestrutura em São Paulo, com implicações tanto para a política estadual quanto para as relações intergovernamentais. Tarcísio posiciona-se firmemente contra o que considera apropriação indevida de realizações de sua gestão, enquanto setores da oposição buscam ressaltar o papel do governo federal no financiamento e viabilização desses projetos, criando um cenário de tensão que promete influenciar o debate político nos próximos meses.

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