INSS eleva teto para R$ 8.475 e reajusta benefícios em 2026
INSS atualiza teto para R$ 8.475 e reajusta benefícios

O ano de 2026 começou com alterações significativas nos valores pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A principal mudança é a elevação do teto dos benefícios para R$ 8.475,55, valor que servirá de base para contribuições e para o pagamento máximo de aposentadorias e pensões. Os reajustes, no entanto, seguem lógicas diferentes conforme a faixa de renda do beneficiário, impactando milhões de brasileiros.

Dois percentuais de correção: entenda as regras

Os reajustes foram divididos em duas categorias principais. Para os beneficiários que recebem acima de um salário mínimo, o aumento será de 3,9%. Este índice corresponde à inflação acumulada em 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Cerca de 13,25 milhões de pessoas se enquadram nessa situação.

Já para a grande maioria dos segurados, que recebe exatamente um salário mínimo, o reajuste foi mais generoso. O piso previdenciário subiu 6,79%, passando de R$ 1.518 para R$ 1.618. Este grupo representa aproximadamente 21,9 milhões de pessoas, ou 62,5% do total de beneficiários do INSS. O aumento acima da inflação representa um ganho real limitado a 2,5%, conforme as regras do novo arcabouço fiscal.

Pagamentos e impacto nas contribuições

Os benefícios com os novos valores já começaram a ser creditados. O pagamento ocorre entre os dias 26 de janeiro e 6 de fevereiro de 2026, seguindo o calendário habitual baseado no número final do benefício. Para quem já recebia acima do mínimo em fevereiro de 2025, o novo teto de R$ 8.475,55 será pago integralmente. Aqueles que começaram a receber ao longo do ano passado terão direito a um reajuste proporcional ao tempo de benefício.

As mudanças também afetam os trabalhadores em atividade. As contribuições ao INSS foram atualizadas de acordo com as novas faixas salariais, que agora têm como limite superior o novo teto. As alíquotas, que são progressivas, variam de 7,5% a 14% e incidem sobre as diferentes faixas de renda.

O que significa na prática para o segurado

A atualização reflete o compromisso do governo com a manutenção do poder de compra dos aposentados e pensionistas, ainda que dentro de limites fiscais. O ganho real para quem recebe o piso é um alívio para orçamentos apertados, enquanto a correção pela inflação para os benefícios maiores busca preservar o valor real dos proventos.

É importante que os segurados fiquem atentos aos extratos e comprovantes de pagamento para confirmar que os valores foram corrigidos corretamente, especialmente aqueles que tiveram direito concedido durante o ano de 2025 e devem receber o reajuste de forma proporcional.