O ano de 2025 entrou para a história da B3, a bolsa de valores brasileira, com números excepcionais no segmento de leilões de ativos públicos. A plataforma consolidou-se como o principal motor das parcerias entre o setor público e a iniciativa privada, superando em larga escala os resultados do ano anterior e estabelecendo novos patamares para investimentos em infraestrutura no país.
Um ano de números superlativos
Em 2025, foram realizados 75 leilões pela B3, um aumento significativo em relação aos 64 processos de 2024. Esses certames foram responsáveis pela transferência ou concessão de 98 ativos públicos para a gestão da iniciativa privada. O volume financeiro envolvido foi monumental: R$ 243,8 bilhões em investimentos contratados, um salto expressivo frente aos R$ 180 bilhões registrados no ano anterior.
Além do impacto econômico direto, as operações carregam uma projeção social robusta. A expectativa gerada por esses contratos é a criação de aproximadamente 1,6 milhão de empregos, um fator crucial para o aquecimento do mercado de trabalho e o desenvolvimento regional.
Rodovias puxam o volume de investimentos
O setor de infraestrutura de transportes foi o grande destaque no leque de leilões realizados. As concessões rodoviárias lideraram com folga, respondendo por uma fatia substancial dos recursos captados.
Foram 20 concessões no segmento, que, somadas, representam investimentos da ordem de R$ 106,6 bilhões. A malha rodoviária concedida abrange uma extensão impressionante de 8,5 mil quilômetros de estradas, o que promete uma transformação na qualidade e na segurança do transporte de cargas e passageiros por todo o Brasil.
Contexto e perspectivas futuras
O recorde batido em 2025 não é um fato isolado, mas sim o reflexo de uma trajetória de crescimento e amadurecimento do mercado de leilões de concessão no país. A B3 tem se firmado como um ambiente seguro e eficiente para esses processos, atraindo investidores nacionais e internacionais.
O desempenho excepcional reforça a confiança no modelo de parcerias público-privadas (PPPs) como uma ferramenta vital para destravar investimentos em áreas essenciais, especialmente em um momento de restrições orçamentárias do poder público. A previsão é que os bons resultados incentivem a ampliação do leque de ativos ofertados, podendo incluir setores como:
- Saneamento básico
- Portos e aeroportos
- Energia e ferrovias
Os números de 2025, portanto, marcam não apenas um recorde histórico, mas também um ponto de partida para um novo ciclo de investimentos em infraestrutura no Brasil, com impactos positivos esperados para a competitividade da economia e a geração de empregos nos próximos anos.