O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devem discutir o caso Refit durante reunião nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington. O caso Refit é considerado um dos maiores esquemas de sonegação de impostos do Brasil, envolvendo a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.
Lula abordará Ricardo Magro sem citá-lo nominalmente
Segundo apuração do blog, Lula pretende mencionar Ricardo Magro, empresário brasileiro e dono da Refit, sem citá-lo diretamente. Magro é apontado como o maior devedor de impostos do Brasil, com estimativa de sonegação de R$ 26 bilhões, principalmente de ICMS em São Paulo. Ele é suspeito de utilizar instituições financeiras em Delaware, nos Estados Unidos, e reside em Miami, onde leva uma vida de luxo.
Alckmin confirma tema na pauta
Na terça-feira (5), o vice-presidente Geraldo Alckmin, em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, confirmou que o combate à corrupção no setor de combustíveis será abordado por Lula na reunião com Trump. "Pela primeira vez, no caso do combustível, além de pegar a ponta do crime organizado, estamos indo em cima dos grandes promotores desse crime, envolvendo refinaria, importação de produtos, navio, comércio exterior", afirmou Alckmin.
Questionado se Lula trataria especificamente de Ricardo Magro, Alckmin respondeu: "Não tenha dúvida que, sem estar personalizando, essa é uma área gravíssima, em que pessoas foram presas, bens bloqueados e se salvou o setor de combustível no Brasil, que estava totalmente dominado por grupos econômicos que só trabalhavam para sonegar."
Quem é Ricardo Magro?
Ricardo Magro, de 51 anos, é advogado e empresário, conhecido por sua atuação controversa no mercado de combustíveis. Paulistano, ele comanda a Refit (antiga Refinaria de Manguinhos) desde 2008. Formado em Direito pela Universidade Paulista (Unip) e com pós-graduação em direito tributário, Magro reside em Miami desde 2016.
O nome do empresário apareceu em investigações como a Operação Carbono Oculto, que apura a presença do PCC no setor de combustíveis e chegou à Avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. Em julho de 2024, o Ministério Público de São Paulo apontou a Refit como uma das empresas envolvidas em esquemas de sonegação e adulteração de bombas de combustíveis. Atualmente, a empresa está em recuperação judicial.



