Cuba supera Venezuela e lidera pedidos de refúgio no Brasil em 2025
Cuba lidera refúgio no Brasil em 2025, à frente da Venezuela

Um dado oficial do governo brasileiro revela uma mudança significativa no fluxo de imigração para o país. Em 2025, a nação que mais enviou refugiados ao Brasil não foi a Venezuela, como poderia se imaginar diante da recente ação militar dos Estados Unidos em Caracas, mas sim Cuba.

Os números oficiais da imigração

De acordo com os registros consolidados do Ministério da Justiça, o Brasil recebeu um total de 69.402 solicitações de refúgio de estrangeiros no ano passado. Desse montante, um número impressionante veio de cidadãos cubanos: 38.130 pessoas, o que representa mais da metade do total.

O segundo lugar no ranking ficou com a Venezuela, governada pelo regime chavista que, conforme a notícia, está agora sob controle do ex-presidente americano Donald Trump. Os venezuelanos somaram 19.956 pedidos de refúgio no período.

O contexto geopolítico por trás dos números

O debate público recente se concentrou no risco de uma nova onda de refugiados venezuelanos rumo ao Brasil, impulsionada pela intervenção militar norte-americana. No entanto, os dados apontam que a preocupação deve se voltar para a situação no Caribe.

A ilha de Cuba deve ser fortemente impactada pelo embargo americano ao petróleo venezuelano, uma medida que afeta sua principal fonte de energia e agrava uma crise econômica já existente. Essa pressão econômica externa, combinada com desafios internos, criou um cenário que impulsiona a saída de milhares de cubanos.

Consequências e perspectivas futuras

A inversão na liderança do fluxo de refugiados coloca novos desafios para a política migratória brasileira. Enquanto a rota venezuelana é mais consolidada, o aumento expressivo de cidadãos cubanos demanda atenção específica em termos de acolhimento e integração.

Os eventos climáticos extremos, como o furacão Melissa que atingiu Santiago de Cuba em outubro de 2025, ilustram a vulnerabilidade da ilha e podem ser um fator adicional de deslocamento no futuro. A situação demonstra como conflitos internacionais e sanções econômicas têm um efeito direto e mensurável nos movimentos populacionais para o Brasil.

O cenário permanece dinâmico, e as ações geopolíticas dos Estados Unidos na região continuarão a ser um elemento crucial para entender as próximas tendências migratórias rumo ao território brasileiro.