Marinho prevê injeção de R$ 110 bi com salário mínimo e IR e fim da escala 6x1
Governo prevê R$ 110 bi na economia com novas regras trabalhistas

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, fez um anúncio significativo nesta quarta-feira (7), projetando um impacto econômico robusto para 2026. Segundo ele, a combinação do reajuste do salário mínimo e da isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil deve injetar aproximadamente R$ 110 bilhões na economia brasileira.

Medidas com impacto direto no bolso

As declarações foram dadas durante participação no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo CanalGov. Marinho destacou duas mudanças recentes que já estão em vigor. A primeira é a nova tabela do Imposto de Renda, que começou a valer em 1º de janeiro de 2026, após sanção presidencial em 26 de novembro do ano anterior.

Esta tabela zera a cobrança do tributo para trabalhadores com rendimento mensal de até R$ 5.000. Para aqueles que recebem entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês, a carga tributária é reduzida. Acima desse patamar, mantêm-se as alíquotas progressivas atuais, que variam de 7,5% a 27,5%. A economia para o contribuinte pode chegar a R$ 312,89 por mês.

A segunda medida é o novo valor do salário mínimo, também vigente desde o início de janeiro. O valor foi reajustado em 6,79%, passando para R$ 1.621.

Fim da escala 6x1 e redução da jornada

Além das questões fiscais e de renda, o ministro abordou uma pauta sensível aos trabalhadores: a jornada de trabalho. Marinho reafirmou que o fim da escala 6x1 é uma prioridade do governo Lula para 2026 e expressou otimismo sobre a aprovação da medida, mesmo em um ano eleitoral.

Ele também mencionou a avaliação em curso para reduzir a jornada de trabalho semanal das atuais 44 horas para 40 horas. O plano, conforme já sinalizado, é iniciar essa redução e depois prosseguir com um processo gradativo até chegar a uma jornada de 36 horas semanais. O presidente Lula já se manifestou favorável, afirmando que o país e a economia estão prontos para o fim da escala 6x1.

Outras atualizações do calendário

O ministro também tocou em um ponto relacionado à Previdência. Aposentados e beneficiários do INSS que tiveram descontos indevidos têm até 14 de fevereiro para solicitar ressarcimento. De acordo com o presidente do INSS, José Carlos Oliveira, cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram esses descontos. Desse total, 4,1 milhões já foram ressarcidos, em um montante que soma R$ 2,8 bilhões.

As medidas anunciadas e reafirmadas pelo ministro Luiz Marinho pintam um cenário de mudanças significativas no mercado de trabalho e na renda dos brasileiros para 2026, com expectativa de forte estímulo ao consumo e à atividade econômica.