UE vota acordo com Mercosul sexta; Irlanda, França, Hungria e Polônia são contra
UE vota acordo com Mercosul; 4 países são contra

A União Europeia se prepara para uma votação crucial que pode definir o futuro das relações comerciais com a América do Sul. Nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, os representantes dos países do bloco europeu devem decidir sobre a assinatura do ambicioso acordo de livre-comércio com o Mercosul.

Resistência dentro do bloco europeu

O caminho para a aprovação, no entanto, encontra obstáculos significativos. Irlanda, França, Hungria e Polônia já declararam publicamente que votarão contra a proposta. O principal motivo do descontentamento vem do setor agrícola dessas nações.

Agricultores europeus manifestam preocupação com a possível entrada de produtos do bloco sul-americano, como carne, etanol e grãos, no mercado comum. Eles argumentam que esses itens, produzidos com custos frequentemente mais baixos, poderiam causar uma concorrência desleal e afetar seus negócios.

O que o acordo representa para o Brasil

Caso supere a resistência e seja aprovado, o tratado trará benefícios concretos para a economia brasileira. O país deve ser um dos principais beneficiados com a redução ou eliminação de tarifas na exportação de commodities. Setores como o agronegócio poderão acessar o mercado europeu, um dos maiores do mundo, em condições mais vantajosas.

Espera-se que o acordo estimule o comércio bilateral, que hoje já movimenta bilhões de euros, criando novas oportunidades para produtos com valor agregado além das matérias-primas tradicionais.

Próximos passos e expectativas

A votação de sexta-feira é um momento decisivo, mas não é o final do processo. A aprovação pelos Estados-membros da UE abriria caminho para a fase de ratificação formal, que ainda pode levar tempo. A pressão de grupos de interesse e as negociações de última hora são fatores que podem influenciar o resultado.

Analistas observam que, apesar da oposição de quatro países, a maioria necessária para a aprovação ainda pode ser alcançada. O resultado desta semana será um forte indicador do futuro das relações econômicas entre os dois blocos e do compromisso europeu com a abertura de mercados.