Aluguel em Maceió sobe 12,22% em 2025, acima da média nacional
Aluguel em Maceió sobe 12,22% em 2025

Os moradores de Maceió estão sentindo no bolso um aumento significativo no custo da moradia. Dados divulgados nesta quinta-feira (15) mostram que os preços dos aluguéis residenciais na capital alagoana tiveram uma alta expressiva ao longo de 2025.

Alta supera inflação e média do país

De acordo com o Índice FipeZAP, o valor médio do aluguel em Maceió registrou um aumento de 12,22% no ano. Esse percentual ficou bem acima da média nacional, que foi de 9,44%, e também superou em larga escala a inflação oficial medida pelo IPCA, de 4,26% no mesmo período.

Com esse desempenho, a capital alagoana ocupa a 16ª posição no ranking de variação anual do aluguel entre todas as capitais brasileiras monitoradas pelo índice. O levantamento acompanha o preço médio de locação de apartamentos prontos em 36 cidades do país, com base em anúncios publicados na internet.

Impacto no bolso do morador

Na prática, essa alta se traduz em um valor concreto: o preço médio do metro quadrado para aluguel em Maceió atingiu a marca de R$ 54,86. A região da Pajuçara, conforme outros levantamentos, segue liderando como uma das áreas com o metro quadrado mais caro de todo o Nordeste.

O cenário de altas não se limitou a Maceió. Outras capitais brasileiras apresentaram aumentos ainda mais acentuados em 2025. As maiores variações positivas foram registradas em:

  • Teresina (PI): 21,81%
  • Belém (PA): 17,62%
  • Aracaju (SE): 16,73%
  • Vitória (ES): 15,46%

Capitais com queda no preço

Em contraste com a tendência geral de alta, o levantamento do FipeZAP identificou que apenas dois municípios monitorados tiveram redução no preço médio do aluguel no período.

Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, registrou uma queda de 4,36%. Já São José, em Santa Catarina, apresentou uma redução de 3,10% nos valores. Esses casos, no entanto, foram exceções em um mercado predominantemente marcado pela valorização dos imóveis para locação.

Os dados reforçam a pressão sobre o custo de vida nas principais cidades brasileiras, onde a despesa com habitação consome uma fatia cada vez maior do orçamento familiar.