Uberaba enfrenta pior desempenho em geração de empregos formais desde 2020
Em 2025, a cidade de Uberaba, localizada no Triângulo Mineiro, registrou um saldo de 1.164 novos empregos formais, conforme dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As informações, publicadas nesta quinta-feira (29), revelam que, ao longo do ano, houve 62.345 contratações e 61.181 demissões, resultando no pior desempenho da cidade nos últimos cinco anos.
Contexto histórico e comparações
O resultado de 2025 marca um retrocesso significativo para Uberaba, que não apresentava um saldo tão baixo desde 2020, quando a cidade fechou o ano com um déficit de 430 postos de trabalho. A base de dados do Caged, que remonta a 2012, indica que o pior ano histórico para a geração de empregos na cidade foi em 2015, com um saldo negativo de 4.453 vagas. Em contraste, o melhor ano catalogado foi 2010, quando Uberaba obteve um saldo positivo de 5.855 novos empregos.
Fatores que influenciaram o desempenho em 2025
A performance abaixo do esperado em Uberaba segue a tendência nacional, onde o Brasil criou 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025, mas também registrou o pior saldo desde 2020. Em Uberaba, o fraco resultado foi impulsionado principalmente pelo último trimestre do ano, com destaque para dezembro, que foi o pior mês de 2025, apresentando um saldo negativo de 1.043 empregos.
Além disso, setores específicos contribuíram para o desempenho aquém:
- Agropecuária: saldo negativo de 171 empregos.
- Indústria: saldo negativo de 498 empregos.
- Construção civil: saldo negativo de 325 empregos.
- Comércio: saldo positivo de 177 empregos.
- Serviços: saldo positivo de 1.983 empregos.
- Não identificado: saldo negativo de 2 empregos.
Impacto local e perspectivas futuras
Esses números destacam os desafios enfrentados pela economia de Uberaba, especialmente nos setores de indústria e construção civil, que fecharam mais postos de trabalho do que criaram. A situação reflete um cenário mais amplo de desaceleração no mercado de trabalho formal, exigindo atenção de autoridades e empresários para reverter a tendência nos próximos anos.