RN registra menor saldo de empregos desde 2020, com 15.870 novas vagas formais em 2025
RN tem menor saldo de empregos desde 2020, com 15.870 vagas

Rio Grande do Norte registra menor saldo de empregos formais desde 2020

O Rio Grande do Norte terminou o ano de 2025 com um saldo de 15.870 novos empregos com carteira assinada, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esse resultado representa a diferença entre as 257.414 contratações e as 241.544 demissões registradas ao longo do ano, marcando o menor saldo estadual desde 2020, período crítico da pandemia da Covid-19, quando houve fechamento generalizado de vagas formais.

Comparação regional e nacional

Na comparação com os estados do Nordeste, o Rio Grande do Norte apresentou o segundo menor saldo de empregos, ficando à frente apenas de Sergipe, que registrou 15.457 novas vagas. A lista completa dos estados da região inclui:

  • Bahia: 94.380
  • Pernambuco: 72.565
  • Ceará: 49.184
  • Maranhão: 31.713
  • Paraíba: 31.043
  • Piauí: 21.022
  • Alagoas: 16.706
  • Rio Grande do Norte: 15.870
  • Sergipe: 15.457
Em nível nacional, o resultado também foi o mais baixo desde 2020, com o Brasil criando um total de 1.279.498 empregos formais em 2025, refletindo um cenário econômico desafiador em todo o país.

Desempenho por setores e demografia

Ao longo dos 12 meses, o estado potiguar teve um saldo positivo de 5.218 novos postos de trabalho no setor de serviços, enquanto a indústria local registrou um aumento de 5.036 vagas. No comércio, foram abertas 4.722 novas posições, e a agropecuária contribuiu com 1.093 empregos. Contudo, a construção civil fechou 208 vagas, e outras 9 foram encerradas em setores não identificados, indicando uma heterogeneidade no desempenho econômico.

Em termos demográficos, as vagas criadas no estado foram mais destinadas às mulheres, com 8.724 novas contratações, contra 7.146 para homens. Por outro lado, as demissões afetaram principalmente trabalhadores com mais de 50 anos e com menor grau de instrução, como ensino fundamental incompleto e completo, evidenciando desafios na inclusão laboral para grupos vulneráveis.

Variação mensal e perspectivas

Analisando a variação mensal, julho foi o mês com o melhor resultado do ano, registrando mais de 5 mil novas vagas de emprego criadas no estado. Em contraste, dezembro apresentou um saldo negativo, com 5,3 mil demissões a mais do que contratações, o que pode estar relacionado a ajustes sazonais no mercado de trabalho. Esses dados destacam a volatilidade e os ciclos econômicos que influenciam a geração de empregos no Rio Grande do Norte, exigindo atenção contínua de políticas públicas para sustentar o crescimento e mitigar impactos negativos.