Desemprego atinge 5,6% em 2025, menor patamar histórico do IBGE, com renda recorde
Desemprego cai para 5,6% em 2025, menor nível histórico do IBGE

Desemprego atinge menor nível histórico em 2025, com taxa de 5,6% segundo IBGE

O Brasil registrou uma queda significativa na taxa de desemprego em 2025, alcançando o patamar de 5,6%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor nível desde o início da série histórica, que teve início em 2012, marcando um momento crucial para a economia nacional.

Histórico positivo e impacto no cotidiano dos trabalhadores

Em comparação com 2024, houve uma redução de aproximadamente 1 milhão de pessoas em busca de emprego, totalizando 6,2 milhões de brasileiros desocupados. A população ocupada, que inclui tanto o mercado formal quanto o informal, atingiu um recorde de 103 milhões de indivíduos, refletindo um cenário de aquecimento no mercado laboral.

A renda média mensal dos trabalhadores apresentou um crescimento expressivo de 5,7%, alcançando R$ 3.560, o maior valor já registrado na série histórica. Esse aumento na remuneração contribui para uma melhoria na qualidade de vida e no poder de compra das famílias brasileiras.

Setor de serviços como motor das contratações

O segmento de serviços, que abrange atividades como comércio, bares, restaurantes, saúde e educação, foi o que mais contribuiu para a geração de empregos em 2025. Empresários relatam expansões significativas, como no caso de uma rede de clínicas de estética no Rio de Janeiro, que dobrou de tamanho e, consequentemente, o número de funcionários.

"É uma realização trabalhar com carteira assinada. Consegui, agora o nosso plano é sair do aluguel", conta Jennifer de Souza, recepcionista há quatro meses. Já o empresário André Rautt destaca: "Isso também impulsionado, obviamente, pelo mercado de saúde, beleza e bem-estar. Então, a gente dobrou o número de funcionários".

Crescimento econômico e perspectivas futuras

Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE, analisa que o mercado de trabalho está realmente muito aquecido, impulsionado por anos de crescimento econômico. "Todo esse cenário favorável da economia acaba rebatendo também no mercado de trabalho. Especialmente quando a gente olha para 2025, o primeiro semestre foi de uma economia mais forte, e isso acaba refletindo no mercado de trabalho", afirma.

No setor privado, o número de empregados com carteira assinada avançou 2,8%, enquanto o total de trabalhadores informais recuou 0,8% em 2025. Esses dados indicam uma tendência positiva em direção à formalização, embora ainda existam desafios significativos.

Desafios estruturais e a questão da informalidade

Apesar dos avanços, economistas alertam para sinais de desaceleração na oferta de vagas com carteira assinada. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que a abertura de vagas formais em 2025 foi a menor dos últimos cinco anos.

Rodolpho Tobler ressalta que o contingente de trabalhadores informais ainda representa 37% do mercado de trabalho, um percentual elevado que requer atenção. "Quando a gente olha a produtividade do brasileiro ali estagnada, é muito porque a nossa estrutura produtiva do país, ou seja, as atividades que têm maior crescimento são aquelas que não geram tanta renda. Então, a gente tem desafios estruturais nisso. Ou seja, informalidade elevada também é uma barreira. Então, reduzir esse número de informalidade é muito importante para que a gente não só melhore o número de pessoas trabalhando, mas também cresça na questão da qualidade do mercado de trabalho".

Para enfrentar esses obstáculos, especialistas defendem investimentos em tecnologia e qualificação da mão de obra, visando aumentar a produtividade, que permanece estagnada no país. A redução da informalidade é vista como um passo crucial para não apenas ampliar o número de empregos, mas também elevar a qualidade e a sustentabilidade do mercado laboral brasileiro.