Inflação de Rio Branco fica em 3,27% em 2025, abaixo da média nacional de 4,26%
Inflação em Rio Branco fecha 2025 abaixo da média do Brasil

Os moradores de Rio Branco encerraram o ano de 2025 com um alívio no bolso. A inflação na capital do Acre ficou abaixo da média nacional, um resultado impulsionado principalmente pelo controle nos preços da energia elétrica e dos combustíveis ao longo do ano. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (9), revelam um cenário econômico mais favorável para os acreanos.

Desempenho anual e mensal da capital

No acumulado de todo o ano de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em Rio Branco somou 3,27%. Este percentual ficou quase um ponto percentual abaixo do índice nacional, que fechou o ano com uma alta de 4,26%. O IPCA é o principal termômetro da inflação no país e mede a variação de preços para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.

Analisando apenas o mês de dezembro, a capital acreana registrou uma variação de 0,59%, enquanto a média brasileira foi de 0,33%. Esse dado reflete os ajustes típicos do fim do ano, mas não foi suficiente para prejudicar o bom desempenho anual da cidade.

O papel da energia e dos combustíveis

Dois grupos de despesa foram decisivos para conter a inflação em Rio Branco durante 2025. No grupo Transportes, os combustíveis apresentaram quedas significativas no último mês do ano. Em dezembro, a gasolina teve uma redução de 0,92% e o óleo diesel recuou 1,50%.

Já a energia elétrica residencial, que integra o grupo Habitação, teve um comportamento misto ao longo do ano. Em setembro, um aumento de 7,86% pressionou a inflação mensal. No entanto, em outubro, uma queda de 3,73% ajudou a capital a registrar a menor variação mensal do ano (0,10%). Em dezembro, a conta de luz subiu 3,80% após o reajuste tarifário anual aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que entrou em vigor no dia 13 daquele mês. Apesar desse aumento pontual, o impacto no resultado anual foi limitado.

Contexto nacional e histórico

Em âmbito nacional, o IPCA de dezembro acelerou para 0,33%, pressionado principalmente pelo grupo Transportes, que subiu 0,74%. Itens como transporte por aplicativo (alta de 13,79%) e passagens aéreas (alta de 12,61%) tiveram grande influência. Em contraste, o grupo Habitação foi o único a registrar queda no país (-0,33%), puxado pela retração de 2,41% na energia elétrica residencial, devido à mudança da bandeira tarifária vermelha para a amarela.

O resultado nacional de 2025, de 4,26%, representa o quinto menor índice anual registrado pelo IBGE desde 1995. Os anos com inflação mais baixa foram 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%).

A pesquisa do IBGE em Rio Branco coletou os preços de dezembro entre 29 de novembro e 29 de dezembro de 2025, comparando-os com os valores vigentes no período anterior, de 30 de outubro a 28 de novembro.