O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, deve procurar nos próximos dias o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar construir um consenso em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1. De acordo com fontes próximas às negociações, o paraibano quer garantir que ambas as Casas estejam alinhadas, evitando que o parecer aprovado pelos deputados seja significativamente alterado pelos senadores.
Estratégia para blindar a proposta
Interlocutores de Motta avaliam que o objetivo principal é blindar a medida e impedir uma eventual desfiguração da proposta, considerada prioritária pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há o receio de que o texto pudesse ser muito modificado no Senado, reforçando um recado de insatisfação com o Palácio do Planalto. Esse cenário se assemelha ao que ocorreu na semana passada, quando a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi rejeitada pelos senadores, apesar de a maioria reconhecer que o nome escolhido por Lula para a Corte tinha notório saber jurídico e estava apto para o cargo.
Calendário de aprovação
Diante desse contexto, Motta buscará Alcolumbre para alinhar os pontos do relatório e tentar garantir a aprovação da PEC pelas duas Casas até julho. A expectativa do presidente da Câmara é aprovar a medida em plenário até o fim de maio e, em seguida, encaminhá-la para apreciação do Senado. A articulação política é vista como essencial para evitar que a proposta sofra alterações que possam comprometer seu objetivo original.



