Acre gera 1.066 empregos formais em março, puxado pelo setor de serviços
Acre gera 1.066 empregos formais em março

O estado do Acre registrou a abertura de 1.066 vagas com carteira assinada em março, impulsionado principalmente pelo setor de serviços. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira (29).

Este é o segundo mês consecutivo de resultado positivo na geração de empregos formais no estado. Em fevereiro, o saldo foi de 276 vagas. No total, foram 5.725 admissões contra 4.569 desligamentos no período.

Setor de serviços lidera

O setor de serviços foi o grande destaque, com 2.958 contratações e 2.300 demissões, gerando um saldo positivo de 658 postos de trabalho — mais da metade do total de vagas criadas no mês. A construção civil aparece em segundo lugar, com saldo de 196 vagas (592 admissões e 396 desligamentos). A indústria abriu 128 novos postos (468 admissões e 340 desligamentos). O comércio também teve resultado positivo, embora mais modesto, com 89 vagas (1.514 admissões e 1.425 desligamentos).

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Por outro lado, a agropecuária foi o único setor com saldo negativo em março, registrando 193 admissões e 197 desligamentos, resultando na perda de 4 vagas.

Estoque de empregos formais

Com o resultado de março, o Acre passou a contabilizar 116.481 vínculos formais ativos, número que representa o total de trabalhadores com carteira assinada no estado.

O Caged destaca que o ciclo negativo teve início em outubro de 2025, quando o estado interrompeu uma sequência de oito meses seguidos de saldo positivo e passou a registrar mais demissões do que contratações. Naquele mês, foram fechadas 172 vagas formais. A tendência de queda continuou nos meses seguintes: perda de 74 postos em novembro e de 461 em dezembro. Em janeiro de 2026, o cenário se agravou com saldo negativo de 892 vagas, o pior resultado da série recente.

Distribuição por gênero e municípios

As mulheres tiveram maior saldo positivo no período, com 749 novos postos de trabalho (2.751 admissões e 2.002 desligamentos). Já os homens registraram saldo de 317 vagas (2.974 contratações e 2.657 demissões).

Na divisão por municípios, Rio Branco concentrou a maior movimentação do mercado de trabalho. A capital registrou 4.050 admissões e 3.314 desligamentos, com saldo positivo de 736 vagas — cerca de 69% de todo o saldo do estado. Outras cidades com desempenho positivo foram Bujari (149 vagas), Sena Madureira (57) e Senador Guiomard (44). Cruzeiro do Sul teve saldo de 17 postos, praticamente estável em relação a fevereiro. Entre os municípios com desempenho negativo, Feijó se destacou com saldo de -50 vagas. Manoel Urbano e Porto Walter registraram perda de 5 vagas cada.

Destaque na Região Norte

No cenário da Região Norte, o Acre teve o melhor desempenho na geração de empregos formais em março, superando Amapá (818 vagas), Roraima (751), Tocantins (626) e Rondônia (554).

Cenário nacional

O Brasil registrou forte geração de empregos formais em março, com a criação de 228,2 mil vagas com carteira assinada. O resultado é quase três vezes maior que o observado no mesmo mês de 2025 (79.994 vagas) e representa o segundo melhor desempenho para março desde o início da série histórica, em 2020. Assim como no Acre, o setor de serviços liderou a geração de empregos no país, com 152.391 postos. A construção civil foi responsável por 38.316 novas vagas. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Brasil soma mais de 613 mil empregos formais criados, número menor que o registrado no mesmo período de 2025 (675.119 vagas).

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