Governo do RN investe R$ 9,8 milhões na recuperação do Canal do Pataxó após 30 anos
O Governo do Rio Grande do Norte publicou na última sexta-feira, 20 de setembro, um aviso de licitação para a recuperação do Canal do Pataxó, uma estrutura hídrica crucial localizada no interior do estado. Com nove quilômetros de extensão, o canal receberá a primeira grande intervenção estrutural desde sua inauguração há 30 anos, em 1996, com um investimento previsto de R$ 9,8 milhões. Esta obra visa corrigir vazamentos e revitalizar a infraestrutura, que desempenha um papel vital no abastecimento de água para a região.
Importância do canal para o abastecimento regional
O Canal do Pataxó está situado entre os municípios de Itajá e Ipanguaçu e é responsável por receber águas da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Assu, para "perenizar" o Rio Pataxó. Ele abastece a Adutora Sertão Central Cabugi e beneficia diversos municípios da região do Vale do Açu, incluindo uso para irrigação, piscicultura, carcinicultura e consumo humano. O secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Paulo Varella, explicou que, devido à complexidade da obra, ela será realizada em etapas para não interromper o abastecimento das cidades beneficiadas.
Detalhes da licitação e prazos de execução
De acordo com o edital, a licitação será conduzida por concorrência eletrônica, com o objetivo de contratar uma empresa especializada em manutenção e reparo, incluindo o fornecimento de materiais necessários. A sessão pública está marcada para 9 de março, no site de compras governamentais. O prazo para conclusão da obra é de 12 meses, e o diretor-presidente do Igarn, José Procópio de Lucena, enfatizou que, apesar de problemas como rompimentos e paredes danificadas, o canal nunca parou de funcionar, destacando sua importância econômica e social.
Contexto histórico e impacto na economia local
O Canal do Pataxó foi inaugurado em 29 de março de 1996, em Assú, com a presença do então presidente Fernando Henrique Cardoso, que ressaltou sua importância para atividades agrícolas e de piscicultura, ajudando a evitar migrações forçadas para outras regiões do estado. A infraestrutura foi construída para atuar no abastecimento na região central do Rio Grande do Norte, e esta recuperação visa garantir sua continuidade e eficiência, impulsionando a economia regional e melhorando a qualidade de vida da população.



