Governo de Minas Gerais reduz gastos enquanto chuvas causam estragos na Zona da Mata
Em meio às fortes tempestades que assolam a região da Zona da Mata de Minas Gerais, o governo estadual anunciou uma redução nos gastos destinados ao enfrentamento dos impactos climáticos. A medida contrasta com a gravidade da situação, que já resultou em mortes e danos materiais significativos em cidades como Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá.
Caixa libera saque-calamidade do FGTS para trabalhadores afetados
A Caixa Econômica Federal informou que, a partir desta sexta-feira (27), os trabalhadores dessas localidades já podem solicitar o saque-calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A liberação, motivada pela decretação de estado de calamidade pública, é realizada integralmente pelo Aplicativo FGTS, sem necessidade de deslocamento às agências.
Os requisitos para o saque incluem:
- Possuir saldo disponível na conta do FGTS;
- Não ter realizado saque pelo mesmo motivo em período inferior a 12 meses;
- O valor máximo para retirada é de R$ 6.220,00 por conta, limitado ao saldo existente.
Além disso, o banco anunciou que, em breve, disponibilizará um caminhão-agência para atender a população local, facilitando o acesso aos serviços financeiros em áreas mais isoladas.
Passo a passo para solicitar o saque do FGTS via aplicativo
- Acesse o aplicativo do FGTS e selecione a opção “Solicitar seu saque 100% digital” ou, no menu inferior, vá em “Saques” e escolha “Solicitar saque”;
- Escolha o tipo de comprovante de endereço, digite o CEP e o número da residência;
- O sistema solicitará o envio dos seguintes documentos:
- Foto de documento de identidade com foto;
- Comprovante de residência em nome do trabalhador, emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade.
- Após o envio dos documentos, escolha a conta para crédito do valor e finalize a solicitação.
Ministério das Cidades promete medidas similares às adotadas no Rio Grande do Sul
O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que os mesmos instrumentos utilizados no enfrentamento à catástrofe que atingiu o Rio Grande do Sul poderão ser aplicados nos municípios mineiros afetados. A orientação, segundo ele, partiu diretamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Se houver necessidade de compra assistida, nós faremos. Se forem necessários novos investimentos em obras de prevenção, também faremos. Tudo o que foi realizado no Rio Grande do Sul será feito em Minas Gerais”, declarou o ministro.
Entre as medidas já em prática está o programa Compra Assistida, vinculado ao Minha Casa, Minha Vida – Reconstrução. A iniciativa permite que famílias enquadradas nas faixas 1 e 2 do programa sejam contempladas com a aquisição de imóveis novos ou usados, auxiliando na reconstrução pós-desastre.
Origens dos recursos ainda em análise pelo governo federal
Questionado sobre a origem dos recursos para viabilizar essas ações em Minas Gerais, Jader Filho explicou que a questão ainda está em fase de avaliação. É necessário dimensionar o impacto financeiro total das medidas antes de definir a fonte dos fundos.
“Estamos avaliando se os recursos virão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do próprio ministério ou se serão viabilizados por meio de crédito extraordinário”, afirmou o ministro.
Essa indefinição ocorre paralelamente à redução de gastos anunciada pelo governo de Minas Gerais, levantando preocupações sobre a eficácia e a rapidez da resposta às necessidades das populações atingidas. As chuvas intensas já deixaram um rastro de destruição, com mortes confirmadas e inúmeras famílias desabrigadas, exigindo ações coordenadas e imediatas das esferas estadual e federal.



