Médico é acusado de atropelar oito pessoas intencionalmente e tentar matar irmão no RS
Médico acusado de atropelar 8 pessoas e tentar matar irmão

Médico é acusado de atropelar oito pessoas intencionalmente e tentar matar irmão no RS

O médico Paulo Adriano Pustay, preso preventivamente desde 3 de março, está sendo acusado pela Polícia Civil de atropelar intencionalmente oito pessoas e de tentar assassinar o próprio irmão em eventos ocorridos no Rio Grande do Sul. Em depoimento, o suspeito negou ter qualquer intenção criminosa, alegando que um dos atropelamentos aconteceu quando desviou de um cachorro na estrada.

Versão do acusado e indiciamentos

Conforme o delegado Fabio Mota Lopes, Pustay afirmou que foi até a casa de um familiar em Presidente Lucena apenas para "tomar um mate". No entanto, ele admitiu ter colidido o carro contra o portão e a varanda da propriedade do irmão, Odalci, durante a madrugada, e usado uma tábua para arrombar a porta após o parente não atender.

O médico, que estava acompanhado da advogada Bruna Senger durante o interrogatório, negou qualquer desavença com o irmão ou intenção de agredi-lo. A polícia, porém, sustenta que Odalci foi alvo de tentativa de homicídio e só escapou porque pulou por uma janela.

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Sobre o atropelamento de um idoso de 73 anos, Pustay repetiu a justificativa do desvio de um cachorro, dizendo que a vítima estava "no meio da estrada". O idoso sofreu lesões no tornozelo, barriga e braço, mas recebeu alta hospitalar no dia seguinte.

Investigações em Novo Hamburgo e análise das imagens

Além do caso em Presidente Lucena, o médico foi indiciado em outro inquérito em Novo Hamburgo por cinco atropelamentos ocorridos no mesmo dia. Segundo o delegado Alexandre Quintão, responsável pelas investigações na cidade, a análise de vídeos de segurança demonstra que o motorista alterou deliberadamente a trajetória do veículo para atingir os pedestres.

Entre as vítimas em Novo Hamburgo, uma delas caminhava com um bebê no colo e uma criança ao lado quando foi atingida pelo carro que vinha na contramão. Por sorte, a mulher conseguiu se desviar parcialmente, sofrendo apenas lesões na perna esquerda e protegendo as crianças.

Outra vítima sofreu fraturas graves, incluindo três costelas, cinco vértebras, clavícula e esterno, além de ferimentos na cabeça e na perna. A polícia ressalta que, em nenhum dos atropelamentos, o médico prestou socorro às pessoas atingidas.

Surto psicótico e falta de motivação aparente

As investigações não identificaram nenhuma motivação clara para os crimes, levando as autoridades a acreditarem que Pustay possa ter tido um surto psicótico. "Ele jogou o carro sobre a casa do irmão e invadiu o imóvel com um pedaço de pau para espancar o irmão, com a intenção de matá-lo", detalhou o delegado Fabio Mota Lopes.

O depoimento do médico se refere aos crimes investigados em Presidente Lucena, mas as evidências em Novo Hamburgo apontam para a intencionalidade dos atropelamentos naquela cidade. A defesa de Pustay não foi localizada pela reportagem para comentar o caso.

Com os dois inquéritos em andamento, o médico segue preso preventivamente, aguardando as próximas etapas do processo judicial enquanto a Polícia Civil continua apurando todos os detalhes dos eventos violentos que chocaram as comunidades locais.

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