Os moradores de Manaus começaram o ano de 2026 com um impacto direto no bolso: a conta de água ficou mais cara. A concessionária Águas de Manaus implementou um reajuste tarifário de 5,52% no valor do metro cúbico de água, comparado aos preços praticados em 2025. O aumento, que já está valendo desde as faturas de março, afeta diversas categorias de consumo, deixando os consumidores com despesas adicionais neste período.
Detalhes do aumento nas tarifas de água
O reajuste foi aplicado em quase todas as categorias, incluindo Tarifa Social, Residencial, Comercial, Industrial e Poder Público, abrangendo todas as faixas de consumo, com exceção da categoria Tarifa 10. Na prática, isso significa que famílias e empresas sentirão o peso no orçamento mensal. Por exemplo, na Tarifa Social, destinada a consumidores de baixa renda, o valor para a faixa de 0 a 15 metros cúbicos (m³) subiu de R$ 3,04 para R$ 3,20. Já na categoria Residencial, para a faixa de 0 a 10 m³, a tarifa aumentou de R$ 6,08 para R$ 6,41.
Impacto variável conforme o consumo
É importante destacar que o impacto final na conta de água varia significativamente de acordo com o volume consumido mensalmente por cada imóvel. Assim, residências ou estabelecimentos com maior uso de água sentirão um aumento mais expressivo nas despesas. A concessionária reforça que a atualização segue critérios contratuais, mas a medida tem gerado preocupação entre a população e autoridades locais.
Prefeitura de Manaus anuncia recurso contra o reajuste
Em resposta ao aumento, a Prefeitura de Manaus informou que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) vai recorrer do reajuste tarifário. A decisão visa contestar a legalidade e a forma como a medida foi implementada, especialmente diante da alegação de falta de aval prévio do órgão regulador.
Posição da agência reguladora
O diretor-presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman), Elson Andrade, afirmou que o reajuste foi aplicado sem a aprovação do órgão. "Fomos surpreendidos com uma comunicação da empresa afirmando que o reajuste seria aplicado já a partir das faturas de março, sendo que ainda estávamos analisando os fundamentos apresentados pela concessionária e se manifestando tecnicamente para garantir que qualquer recomposição observe estritamente os critérios contratuais e a proteção do usuário", explicou Elson, destacando a necessidade de transparência e respeito aos procedimentos regulatórios.
Justificativa da concessionária Águas de Manaus
Em nota oficial, a Águas de Manaus defendeu o reajuste, argumentando que ele está previsto no contrato de concessão e segue os critérios definidos pela agência reguladora responsável pelos serviços de saneamento na capital. Segundo a empresa, a atualização tarifária considera fatores como a inflação do período, os custos operacionais e os investimentos realizados no sistema de abastecimento de água, além da ampliação dos serviços oferecidos à população.
Mudanças na tarifa de esgoto
A concessionária informou ainda que, com a atualização da estrutura tarifária, o valor do esgoto passa a corresponder a 80% da tarifa de água, conforme o modelo regulatório vigente. Essa mudança pode impactar ainda mais as contas dos consumidores, especialmente aqueles com alto consumo, reforçando a importância de um uso consciente dos recursos hídricos.
Enquanto a prefeitura busca recursos legais para reverter ou ajustar o aumento, os moradores de Manaus precisam se adaptar a uma conta de água mais cara em 2026, um cenário que exige atenção ao consumo e ao orçamento familiar. A situação destaca debates sobre acessibilidade a serviços essenciais e a regulação tarifária no setor de saneamento básico.



