Radialista e humorista Nelson Tatá Alexandre morre aos 84 anos em São Paulo
Nelson Tatá Alexandre, humorista do rádio e TV, morre aos 84 anos

Radialista e humorista Nelson Tatá Alexandre morre aos 84 anos em São Paulo

O radialista e humorista Nelson Tatá Alexandre, um dos nomes mais emblemáticos do humor e da comunicação no rádio e na televisão brasileira, faleceu na noite de quinta-feira, 12 de setembro, aos 84 anos de idade. A triste notícia foi divulgada oficialmente nas redes sociais do Museu Brasileiro de Rádio e Televisão (MBRTV), que prestou uma homenagem ao artista.

Velório e homenagens ao ícone do humor

O velório de Nelson Tatá Alexandre será realizado nesta sexta-feira, 13 de setembro, das 13h às 17h, no Cemitério Vila Mariana, em São Paulo. Após a cerimônia, ocorrerá a cremação no Crematório da Vila Alpina. O MBRTV emitiu uma nota emocionada, destacando a importância do humorista para a história da radiodifusão nacional.

"Um dos gigantes do humor e da comunicação, Tatá marcou a história da nossa radiodifusão brilhando na Rádio Jovem Pan, no Show de Rádio, e ao lado de Fausto Silva no lendário Perdidos na Noite. Sem esquecer, sem dúvida, de Carlos Roberto Escova - a inesquecível dupla de humor 'Tatá e Escova', que gerou muitos risos a ouvintes e telespectadores com seu jeito irreverente e hilariante. Nossa solidariedade aos filhos Marisa, Marina e Leandro, familiares, amigos e fãs", escreveu a instituição.

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Trajetória brilhante no rádio e na televisão

Nelson Francisco Alexandre, conhecido artisticamente como Nelson Tatá Alexandre, nasceu em 14 de maio de 1941. Sua carreira começou precocemente, aos seis anos de idade, como cantor em uma rádio de Araçatuba, no interior de São Paulo. Posteriormente, atuou como cantor e operador de som na rádio de Regente Feijó, também no estado paulista.

Em 1958, trabalhou na Rádio Marabá, em Mogi das Cruzes, e em 1962 passou pela Rádio Metropolitana. Ao se mudar para a capital paulista, destacou-se no programa "Amostra Grátis", da Rádio Record, em 1964. Sua consolidação veio na Rádio Jovem Pan, onde trabalhou entre 1969 e 1979, participando de diversos programas populares, como:

  • "Curtição"
  • "Jornal da Integração Nacional"
  • "Fala Bicho Fala"
  • "Domingo Especial"
  • "Sala do Povo"
  • "Flash"
  • "São Paulo Agora"
  • "Show de Rádio"

Sucesso na televisão e personagens memoráveis

Em 1979, Tatá trocou a Jovem Pan pela Rádio Globo, atuando no programa "Pé na Estrada". No mesmo grupo, na Rádio Excelsior, participou de atrações como "Pau na Máquina", "Largo da Matriz" e "Balancê", em 1981, ao lado de Fausto Silva. Entre 1984 e 1989, alcançou grande sucesso no programa Perdidos na Noite, exibido pela TV Gazeta, TV Record e Rede Bandeirantes, onde formou uma dupla histórica com Carlos Roberto Escova.

Ainda ao lado de Escova, participou de quadros de humor no programa Viva a Noite, apresentado por Augusto Liberato no SBT. Entre 1990 e 1997, trabalhou em diversas rádios, como Cidade, Gazeta, American Sat, Tribuna de Santos e Bandeirantes, além de retornar à Jovem Pan para participar do programa Pânico.

Ao longo de sua carreira, Nelson Tatá Alexandre ficou famoso por suas imitações e pela criação de personagens hilariantes, que incluíam:

  1. Chicrinha
  2. Omar Caloso
  3. Caim Sued
  4. Severino Van Gogó
  5. Lula
  6. Xoxa
  7. Marta Suplício
  8. Bertoldo
  9. Papa
  10. Edir Mais Cedo
  11. Giro Gomo
  12. Eli Conveia
  13. Afanado Já Sabe
  14. José Sarey
  15. Noninha
  16. Maguila
  17. Português
  18. Mosquito da Dengue
  19. Jumento
  20. Cachorro no Cio

Fim da carreira e legado duradouro

Em 1975, Tatá participou da peça teatral "Muro de Arrimo", expandindo sua atuação para as artes cênicas. No entanto, em 1997, um aneurisma cerebral encerrou prematuramente a carreira do artista. Segundo a nota divulgada, ele passou a viver ao lado da família e amigos, afastado dos holofotes, mas sempre lembrado pelo público.

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Nelson Tatá Alexandre deixa um legado imenso para o humor e a comunicação brasileira, sendo lembrado como uma figura fundamental na história do rádio e da televisão nacional. Sua morte representa uma perda significativa para a cultura do país, mas seu trabalho continuará a inspirar gerações de comediantes e comunicadores.