Homem preso em Goiânia por golpes com lábia de falso milionário
Preso em Goiânia por golpes com lábia de falso milionário

Um homem foi preso em Goiânia sob suspeita de aplicar golpes em vários estados brasileiros. O promotor de Justiça Danni Sales Silva ficou impressionado com a capacidade de convencimento do falso empresário milionário, que teria enganado vítimas em Goiânia, no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Como agia o suspeito

De acordo com a Polícia Civil, Cauê Quaresma Passos Jorge se passava por empresário e fazendeiro para ganhar a confiança das vítimas. Ele é apontado por um psicólogo forense como mitomaníaco, um distúrbio caracterizado pela necessidade compulsiva de mentir. O g1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito até a última atualização.

O promotor Danni Sales alertou sobre a lábia do acusado: "O Cauê é um estelionatário. Se o senhor deixar ele falar mais cinco minutos aqui, ele pega R$ 5 mil com cada um daqueles agentes ali, com o PM, com o senhor, comigo, e enrola todo mundo aqui".

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Histórico de golpes

Segundo a TV Anhanguera, Cauê é suspeito de se hospedar em um hotel de Goiânia e sair sem pagar, deixando uma conta de aproximadamente R$ 7 mil. O promotor se posicionou contra a soltura do suspeito, apontando contradições em suas falas: "Ele falou pro pessoal lá: 'Calma, eu estou intermediando um negócio milionário'. Aí vem dizer para o senhor aqui que, infelizmente, ele contratou três seguranças? Deu um balão lá de R$ 5 mil!".

Danni Sales também citou o histórico criminal de Cauê: "O custodiado ostenta um vasto histórico criminal por delito patrimonial, inclusive com cumprimento de pena anterior. Estelionatário! Vai ficar dando prejuízo para os outros? Não é para soltar o Cauê!".

Depoimento do suspeito

Durante o depoimento, Cauê explicou sua atuação: "Eu trabalho com intermediação de negócios. Então o empresário me chama e eu faço a ponte, seja política ou seja de outro setor que ele deseje um contrato." Ele afirmou ainda que tinha uma equipe de segurança e assessor: "Eu vim sozinho, mas eu tinha uma equipe de segurança e de assessor que estava ali para assessorar."

Prisão preventiva

O juiz André Nacagami determinou a prisão preventiva, citando os diversos registros de estelionato contra o suspeito em outros estados: "O que demonstra que, de fato, ele faz do crime o seu meio de vida. E homologo a prisão em flagrante em prisão preventiva." Cauê foi levado para o complexo prisional de Aparecida de Goiânia.

Análise psicológica

O psicólogo forense Leonardo Faria, da Polícia Científica de Goiás, analisou o comportamento do suspeito e identificou traços de mitomania. Ele observou a postura e os gestos de Cauê: "A própria postura em si, da maneira como a pessoa se porta, no sentido de estufar o tórax para frente ou no sentido de apontar a mão." Leonardo explicou: "Geralmente são pessoas que vão contar histórias muito fantasiosas, não vão assumir culpa, vão se fazer de vítima o tempo todo e vão apresentar uma justificativa onde não pode ser verificado. Então, nesse caso, essas características acabam apontando para uma pessoa que tem traços de histeria e uma mitomania."

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