O ator Juliano Cazarré voltou a ser centro de debates após sua participação no GloboNews Debate, onde discutiu masculinidade e os desafios das relações contemporâneas. O programa, mediado por Julia Duailibi, também contou com a psicanalista Vera Iaconelli e o pesquisador Pedro de Figueiredo.
Postura conservadora assumida
Nos últimos meses, Cazarré tem adotado uma postura abertamente conservadora, o que gerou diversas controvérsias. Em abril, ele lançou o evento "O Farol e a Forja", descrito como o maior encontro de homens do Brasil. A iniciativa parte da ideia de que o homem contemporâneo vive um vazio existencial e precisa resgatar valores tradicionais, com forte viés religioso.
O próprio ator antecipou as críticas ao divulgar o projeto, afirmando que sabia que "iria apanhar" com a proposta. Católico fervoroso, ele já pregou que os homens devem assumir a liderança espiritual em suas famílias.
Falas polêmicas sobre religião e família
Em uma pregação, Cazarré declarou: "A gente precisa rezar o terço do nosso jeito, com a voz rouca, com a voz grossa. A gente tem que botar o joelho no chão. O seu filho só vai rezar se ele ver você, meu irmão, com o joelho no chão. Se ele só ver a mãe dele rezando, se ele só ver a avó dele rezando, ele vai falar: ‘isso é coisa de mulher’."
Acusado de ser apoiador de Jair Bolsonaro, ele se define como conservador em relação ao que ama: "Todo mundo é conservador com aquilo que ama. Se você perguntar para um cara que toca chorinho, o que ele acha de fazer chorinho com buzina de carro, ele vai falar: ‘Espera aí, não vamos bagunçar o coreto’. Sou conservador com aquilo que amo: amo a família, o Brasil, a religião católica", disse em entrevista.
Posição sobre aborto e procriação
Pai de seis filhos, Cazarré é contra qualquer método anticoncepcional. "Sei que a proposta parece anacrônica, mas a gente vai ter todos os bebês que Deus mandar. Não evitamos gravidez de nenhuma forma", afirmou. Ele também se posiciona contra o aborto em todas as circunstâncias, inclusive em casos de estupro, e defendeu o Projeto de Lei 1.904/24, argumentando que "todo aborto é o assassinato de um inocente".



