Piso contínuo como elemento de unificação
Unificar o piso não significa deixar a casa “igual”, mas sim criar uma base que amarra os ambientes e permite que a decoração e a vida aconteçam sem ruído visual. O projeto da arquiteta Paloma Rodrigues, intitulado “Conexão e conforto”, coloca a paisagem como pano de fundo e aposta na integração interna: sala de TV, sala de jantar e cozinha formam um “espaço contínuo”. A reforma e ampliação buscaram conforto, funcionalidade e integração com a natureza.
O piso como “linha de costura”
A arquiteta destaca o uso do porcelanato Golden Beige, aplicado de forma uniforme, inclusive na escada que leva à área gourmet, “conferindo unidade e elegância”. Esse é um truque de profissionais experientes: quando o piso não “quebra” a cada porta, a casa parece maior e mais calma. Uma dica importante é olhar o projeto como um percurso: por onde você anda? Onde a casa se conecta? O piso contínuo deve seguir esse caminho principal.
Pedra protagonista: quando a bancada vira identidade
O projeto também traz um elemento protagonista: o Quartzito Apollo, usado em bancada, cristaleira e ilha. Paloma descreve suas nuances singulares e alta durabilidade. Na prática, uma única pedra repetida em pontos estratégicos cria uma assinatura e evita a “bagunça” de materiais. Nem todo mundo precisa de um quartzito raro para fazer isso funcionar. A lógica é: escolha uma pedra (ou um porcelanato de efeito pedra) e repita de forma inteligente.
Fachada renovada: travertino como linguagem contemporânea
Na renovação da fachada, o projeto combina porcelanato que reproduz travertino (Colosseo) com travertino nacional em acabamento rock face, alcançando um resultado “rústico e ao mesmo tempo sofisticado”. Essa é uma pista importante: a rusticidade pode ser contemporânea quando há desenho limpo e proporção.
Com essas soluções, o projeto demonstra como a escolha cuidadosa dos materiais e a continuidade visual podem transformar a percepção do espaço, promovendo integração e elegância.



