Polícia reconstrói feminicídio de jovem de 19 anos em Itanhaém, litoral de SP
Reconstituição de feminicídio de jovem em Itanhaém, SP

Polícia reconstrói feminicídio de jovem de 19 anos em Itanhaém, litoral de SP

A Polícia Civil conduziu, nesta quarta-feira (15), a minuciosa reconstituição do brutal feminicídio de Geovana Stefany Trajano Silva, uma jovem de apenas 19 anos, ocorrido em Itanhaém, no litoral do estado de São Paulo. O procedimento, que teve início às 9h30, visou esclarecer os detalhes do crime que chocou a comunidade local e mobilizou as autoridades policiais.

Detalhes da reconstituição e envolvidos

O evento contou com a presença do delegado Arilson Veras Brandão, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, além de peritos criminais, a advogada da família, parentes da vítima e representantes da Defensoria Pública, que atuarão na defesa do principal suspeito. Até o momento, informações oficiais sobre conclusões da polícia, após a reconstituição, ainda não foram divulgadas ao público, mantendo o caso em investigação ativa.

O crime e as circunstâncias

O feminicídio aconteceu no dia 18 de fevereiro, na residência onde o casal morava, localizada no bairro São Fernando. Geovana foi encontrada morta no local, vítima de um tiro na região da nuca. Investigadores apontam que o disparo foi realizado com uma espingarda artesanal calibre 28, apreendida no local do crime, e ocorreu dentro do quarto do casal, onde também se encontrava a filha do casal, então com apenas 8 meses de idade.

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Policiais militares foram acionados imediatamente após o disparo e constataram a vítima caída, com o ferimento fatal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito no local. No quarto, os agentes identificaram uma grande quantidade de sangue ao lado da cama, indicativo de que o crime foi cometido naquele exato ponto, conforme registros oficiais.

Suspeito e prisão

Juan Gustavo Nelson Ascenço Da Silva, de 18 anos, companheiro da vítima, foi apontado pela polícia como o principal suspeito do feminicídio. Após o crime, ele fugiu do local, mas foi capturado por equipes da Força Tática do 6º Batalhão da Polícia Militar dois dias depois, em São Bernardo do Campo. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) registrou a ocorrência como feminicídio na Delegacia Seccional de Itanhaém, destacando a gravidade do caso.

Este trágico incidente reforça a urgência de debates sobre violência doméstica e a proteção de vítimas em situações vulneráveis, especialmente em contextos familiares. A comunidade aguarda ansiosamente por mais detalhes da investigação, que busca justiça para Geovana e sua família.

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