Uma tragédia chocou a zona rural de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, na tarde desta segunda-feira, 5 de fevereiro. Marília das Graças Mendes, de 50 anos, foi brutalmente assassinada a golpes de machado dentro da própria casa, no distrito de Burarama. O suspeito do crime, identificado como companheiro da vítima, encontra-se foragido.
Detalhes do crime brutal
De acordo com o relato de um dos filhos da vítima, de 24 anos, ele e o irmão mais novo saíram de casa para fazer compras no supermercado, a pedido da mãe. O padrasto, homem de 48 anos, teria ficado no local com Marília. Ao retornarem, os jovens se depararam com a cena devastadora: a mãe caída no chão, já sem vida, com um ferimento profundo na cabeça.
A Polícia Militar foi acionada e, no local, peritos da Polícia Científica encontraram um machado de cabo de madeira, considerado a possível arma do crime. O corpo da vítima foi recolhido para perícia, e o caso foi registrado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da cidade.
Histórico de violência e busca pelo suspeito
Os filhos de Marília relataram às autoridades que o companheiro da mãe, suspeito do assassinato, costumava ser agressivo e fazia uso de entorpecentes e bebidas alcoólicas. A vítima, conhecida na região como vendedora de doces, era mãe de seis filhos e sustentava a família com seu trabalho nas ruas.
Jonathan Mendes, de 28 anos, sobrinho de Marília, confirmou o perfil trabalhador da tia e o impacto da perda para a família extensa. A Polícia Militar realizou buscas na região, mas o suspeito não foi localizado. Até o momento, a ocorrência permanece em andamento, sob investigação da Polícia Civil do Espírito Santo.
Impacto e investigações em curso
O crime comoveu a comunidade local e acendeu um alerta para os casos de violência doméstica na região. A brutalidade do homicídio, cometido com um instrumento cortante como um machado, evidenciou a gravidade da agressão.
As investigações agora se concentram na captura do suspeito foragido e na apuração minuciosa dos fatos que levaram ao crime. A polícia trabalha com a hipótese de feminicídio, dado o vínculo entre vítima e agressor e os relatos de agressões anteriores.
O caso serve como um triste lembrete da urgência no combate à violência contra a mulher, mesmo em cidades do interior. A população aguarda por justiça enquanto a família de Marília das Graças Mendes tenta lidar com a dor da perda irreparável.