Condenado por matar filha de 5 anos após xixi no chão é encontrado morto em presídio de MG
Condenado por matar filha de 5 anos é encontrado morto em presídio

Condenado por matar filha de 5 anos após xixi no chão é encontrado morto em presídio de Minas Gerais

O homem condenado por torturar e assassinar a própria filha de cinco anos, em um caso chocante ocorrido em Monte Santo de Minas, no Sul de Minas Gerais, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (11) no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, localizado em Carmo do Paranaíba (MG). O crime brutal pelo qual ele cumpria pena aconteceu em janeiro de 2023, deixando a comunidade em estado de comoção.

Detalhes da morte no presídio

Segundo informações da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), policiais penais foram acionados por volta das 6h20 para atender o detento Adrian Juliano Martins Herculano. Ao chegar à cela, a equipe encontrou o preso pendurado por uma corda artesanal confeccionada com lençol, já sem sinais vitais. A direção da unidade prisional informou que adotou todas as medidas administrativas necessárias e instaurou um procedimento interno para apurar minuciosamente as circunstâncias da morte.

Os outros presos que dividiam a cela com Adrian deverão ser ouvidos pelo Conselho Disciplinar do presídio, como parte das investigações para esclarecer o ocorrido. Adrian estava preso no complexo desde 14 de fevereiro de 2025 e tinha histórico de passagens pelo sistema prisional desde 2020, indicando uma trajetória de envolvimento com a justiça.

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Contexto do crime original

O caso que levou à condenação de Adrian é de extrema gravidade. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o homem teria se irritado com a criança após ela fazer xixi no chão. Em um ato de violência extrema, ele torturou a filha, a matou e, em seguida, ateou fogo no corpo na tentativa de ocultar o cadáver, demonstrando um comportamento cruel e desumano.

No julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente os pedidos do Ministério Público, condenando Adrian a 33 anos de prisão. A pena foi aplicada por homicídio triplamente qualificado e majorado, além dos crimes de ocultação e vilipêndio de cadáver, refletindo a severidade dos atos cometidos.

Investigações em andamento

O caso segue sendo investigado pelas autoridades, tanto em relação às circunstâncias da morte de Adrian no presídio quanto aos detalhes do crime original. A comunidade de Monte Santo de Minas e a região do Sul de Minas ainda se recuperam do impacto desse trágico episódio, que levantou debates sobre violência doméstica e a eficácia do sistema prisional.

Este incidente reforça a importância de medidas de segurança e monitoramento dentro das unidades carcerárias, bem como a necessidade de apoio às vítimas de violência familiar. As investigações devem continuar para fornecer respostas à sociedade e garantir que a justiça seja plenamente aplicada.

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