Campinas regulamenta instalação de câmeras de segurança em escolas municipais
Campinas define regras para câmeras em escolas municipais

Campinas estabelece normas para vigilância eletrônica nas escolas municipais

A Prefeitura de Campinas, no interior de São Paulo, publicou nesta sexta-feira (6) um decreto que regulamenta de forma detalhada a instalação de câmeras de segurança nas escolas municipais da cidade. A medida faz parte do Protocolo Égide, uma estratégia integrada anunciada pela administração municipal em abril de 2023, com o objetivo principal de prevenir e combater casos de violência e emergências nas unidades de ensino.

Onde as câmeras podem e não podem ser instaladas

O texto do decreto é bastante específico sobre os locais onde a vigilância por vídeo é autorizada e onde é expressamente proibida. As áreas permitidas incluem exclusivamente espaços comuns e de grande circulação de pessoas, como corredores, pátios e entradas.

Já os locais proibidos são numerosos e visam proteger a privacidade de alunos e funcionários. A lista inclui:

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  • Salas de aula
  • Sanitários para adultos, alunos e funcionários
  • Salas de professores, direção, coordenação e orientação pedagógica
  • Berçários e fraldários
  • Bibliotecas, salas de leitura e de audiovisual
  • Laboratórios de ciências, informática e educação profissional
  • Salas de recurso multifuncional

Regras para armazenamento e transparência

O decreto também estabelece parâmetros claros para o tratamento das imagens capturadas. As gravações devem ser mantidas por um período mínimo de 15 dias e máximo de 45 dias, sendo apagadas automaticamente após esse prazo. A exceção ocorre apenas se houver necessidade de reservar as imagens para fins de investigação oficial.

É expressamente proibido o compartilhamento das imagens com terceiros não autorizados. Além disso, torna-se obrigatória a instalação de avisos visuais em todos os locais monitorados, informando claramente a comunidade escolar sobre a presença das câmeras de segurança.

Etapas para implementação nas escolas

A implementação do sistema de câmeras nas escolas municipais seguirá um cronograma organizado. As unidades que ainda não iniciaram o processo terão um prazo de 120 dias, contados a partir da publicação do decreto, para concluir todas as etapas.

O processo inclui:

  1. Formação de uma equipe interna em cada escola, composta por três servidores (um gestor, um docente e um representante do apoio escolar)
  2. Registro formal da adesão ao Protocolo Égide no sistema SEI pelo diretor da unidade
  3. Definição técnica dos pontos de instalação das câmeras pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC)
  4. Aquisição e instalação dos equipamentos pelas escolas
  5. Interligação da rede para transmissão das imagens em tempo real ao CICC
  6. Comunicação formal à comunidade escolar sobre o início do monitoramento e suas finalidades

Contexto do Protocolo Égide

O Projeto Estratégia Integrada contra Incidentes em Escolas (Égide) foi anunciado pela prefeitura quatro dias após a criação de um comitê especial para troca de informações em tempo real sobre segurança escolar. Além da instalação de câmeras, o protocolo prevê uma série de outras medidas importantes:

  • Treinamento de funcionários, alunos e professores para situações de emergência, incluindo violência, desastres naturais e acidentes
  • Campanhas educativas de prevenção contra bullying, intolerância, racismo, violência e disseminação de fake news
  • Projeto de lei para contratação de psicólogos e assistentes sociais nas escolas municipais
  • Capacitação das comunidades escolar e familiar para melhor acompanhamento dos alunos

A regulamentação das câmeras de segurança representa um passo concreto na implementação desta estratégia mais ampla de segurança escolar, buscando equilibrar a necessidade de vigilância com o respeito à privacidade e aos direitos da comunidade educacional.

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