Jorge Messias fala após rejeição histórica no Senado para o STF
Jorge Messias fala após rejeição no Senado

O advogado-geral da União, Jorge Messias, falou pela primeira vez após ter a indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Plenário do Senado. Em declaração à imprensa, Messias afirmou: "Sou grato aos votos que recebi. Acho que cada um de nós cumpre um propósito e eu cumpri o meu. Vim hoje, participei, me submeti a uma sabatina de coração aberto, de alma leve. Falei a verdade, o que penso, o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Nós temos que aceitar. O Plenário do Senado é soberano".

Reação à rejeição histórica

Messias destacou que faz parte do processo democrático "saber ganhar e saber perder". "Eu acho que hoje estamos diante de um processo que tem um grande significado. Não é simples para alguém de minha trajetória passar por uma rejeição", completou. Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao STF.

Agradecimento ao presidente Lula

O advogado-geral também agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela confiança. "Eu sou grato pela confiança que o presidente Lula depositou em mim. O presidente Lula me deu uma grande honra de ter participado deste processo e a ele eu agradeço essa oportunidade. Eu não encaro isso aqui como um fim. Isso aqui é uma etapa do processo da minha vida. A história não acaba aqui", disse Messias.

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Detalhes da votação no Senado

A indicação de Messias foi rejeitada por 42 votos a 34, com uma abstenção, em votação secreta. O ministro de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. Com a rejeição, a mensagem com a indicação foi arquivada, e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no STF.

Tramitação anterior

Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado havia aprovado a indicação de Messias por 16 votos a 11. No entanto, o Plenário ainda precisava votar e dar aval ao nome, o que não ocorreu. A nova indicação precisará ser validada pelo Senado novamente.

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